Atlético PR e São Paulo empatam; Furacão foi melhor no 1° tempo; Muricy deve estar irritado com a indolência de Pato

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Atlético PR 2×2 São Paulo

O Atlético PR mandou no 1° tempo.

Aproveitou o erro bizonho de Douglas e fez o gol.

Os comandados de Leandro Ávilla foram superiores na parte tática e principalmente na comportamental.

Mostraram muita garra contra o São Paulo com alguns jogadores acomodados.

A falta de empenho de Pato foi uma vergonha.

Desconfio que Muricy o substituiu para mostrar ao jogador que não vai admitir isso.

O time melhorou depois da saída dele, mas deu espaços para os contra-ataques.

Empatou na falha do Deivid, que fez o pênalti em Luis Fabiano.

O volante repetiu a dose logo depois, quando Osvaldo estava de frente para o goleiro, mas o árbitro errou e ao ver a simulação no lance.

Não tinha soprado um pênalti para o Atlético no 1° tempo, numa jogada mais difícil de ser interpretada.

Os últimos minutos reservaram emoções de ambos os lado.

O contragolpe que terminou com a boa finalização de Cléo parecia que tinha definido o vencedor do confronto.

Mas Luis Fabiano contou com a sorte, e Natanael, autor da assistência do gol atleticanos dois minutos antes, teve azar no gol que determinou a igualdade no placar.

Diante do que os elencos de ambas as agremiações podem produzir, desconfio que os atleticanos terminaram o jogo mais satisfeitos com o futebol demonstrado por seus representantes em campo.

Ficaram irritados, com certeza, porque a equipe sofreu o gol nos acréscimos e deixou a vitória escapar.

Baile de atitude 

O Atlético PR começou o jogo concentrando, preocupado em cumprir o plano tático e atuando numa intensidade muito superior a do adversário.

O técnico Leandro Ávilla provavelmente viu o o segundo tempo de Fluminense 5×2 São Paulo, quando o time de Muricy sofreu quatro gols, e pediu ao seu time para marcar a saída de bola.

A entrada de Denílson no lugar de Maicon, suspenso, piorou muito a qualidade do passe naquela situação, além de não fortalecer o sistema defensivo.

E o forte do titular certamente não é a capacidade de desarmar os rivais.

Éderson, atacante que atua pelos lados e passou mais tempo na esquerda, e o centroavante Douglas Coutinho iniciaram a pressão na saída de bola, que o São Paulo insistiu em fazer na direita por confiar mais na qualidade do passe de Douglas que na de Reinaldo.

Bady ou Marcos Guilherme ajudaram quando o adversário preferiu tentar pelo outro lado.

Assim, o Furacão impediu o São Paulo de fazer a transição de bola da defesa ao ataque e mandou no jogo durante o 1° tempo.

Os erros de passe de Denílson e Douglas geraram boas situações para a equipe paranaense.

Bady agradece

Aos 30, após o Furacão falhar nas finalizações algumas vezes e desperdiçar boas oportunidades, conseguiu aproveitar o erro do São Paulo.

O cruzamento que não resultaria em nada terminou em gol porque Douglas, ao tentar ‘isolar’ a bola, deu um ‘passe’ na medida para Bady, de frente para Rogério Ceni, bater com categoria na redonda e fazer 1×0.

Pato indolente

Osvaldo foi o melhor do São Paulo no 1° tempo e no jogo.

A movimentação e os dribles dele abriram alguns espaços no sistema defensivo do Atlético-PR.

Foi o único do sistema ofensivo do time que mereceu elogios no primeiro tempo. .

Luis Fabiano se esforçou, mas não fez nada interessante.

Ganso, mal do começo ao fim do confronto, também foi improdutivo.

Mas ao menos correu um pouco para tentar escapar da marcação.

Pato nem isso fez.

Andou em campo, não ajudou nos desarmes e matou o lado direto do ataque são-paulino, pois ocupou aquela região do campo no 4-2-3-1 preparado por Muricy Ramalho.

Foi muito displicente e o treinador fez bem ao substituí-lo no intervalo.

Deivid e Otávio, os volantes, anularam o Ganso. Juntos de Bady e Marcos Guilherme, formaram um paredão de em frente aos defensores.

A vitória do Furacão no primeiro tempo foi inquestionável.

Ataque x contragolpe

Boschilia voltou do período de descanso no lugar de Pato.

Muricy podia tentar fazer o Pato se esforçar, provavelmente dando uma bronca nele, ou mostrar para ele que a falta de empenho tem ‘preço’.

Ficou com a segunda opção e o trocou por Boschilia.

O Atlético PR recuou e apostou nos contra-ataques.

No início da etapa complementar, apesar de ver o adversário com mais posse de bola ofensiva, quase fez valer sua proposta diferente da anterior ao contra-atacar com velocidade, em especial usando os laterais Suellinton e Natanael, além, claro, dos atacantes.

Mas foi perdendo força no contragolpe enquanto o São Paulo, mesmo com problemas de criação, aumentava a pressão.

De novo, Osvaldo foi o principal articulador dos lances perigosos, quase sempre apostando na individualidade, pois Ganso não se aproximou dele e Reinaldo, que fez isso, não tem qualidade no trato da redonda.

Apenas Souza, o outro que mais participou da criação, de vez em quando ajudou.

Reforçou

Aos 9, Denílson saiu e Hudson entrou.

Passados mais 5 minutos, Ávilla tirou Bady e colocou João Paulo, pois precisava reforçar a marcação no meio, em especial do lado em que Osvaldo atuou.

Notou que o São Paulo cresceu no jogo.

Três pênaltis e apenas um apitado

Aos 28, Luis Fabiano foi derrubado por Deivid e Anderson Daroco soprou a penalidade.

Deivid bobeou no lance.

Chegou na bola depois do Luis Fabiano, pretendia chutá-la, mas acertou o pé do rival.

Rogério Ceni cobrou forte, quase no meio do gol, e empatou.

Aos 30, Ávilla tentou resolver a queda de rendimento do contra-ataque ao colocar Cléo, atacante nascido aqui e naturalizado sérvio, no lugar de Éderson

Logo depois, Osvaldo, quando conduzia a bola em velocidade e estava cara a cara com Weverton, foi derrubado por Deivid na área.

De todos os lances do jogo, este foi o pênalti mais claro.

O árbitro errou feio ao dar o amarelo para o atacante por simulação.

Não foi a primeira falha importante dele.

Ainda no 1° tempo, no chute de fora da área, fiquei com a impressão que Reinaldo pretendia colocar o corpo para interceptar o arremate e a bola bateu no braço dele.

Se não estou equivocado a respeito do toque no braço, o árbitro tinha que apitar a penalidade, pois movimento do lateral justificava isso.

Ganso havia sido agarrado na área e pedido o pênalti noutra jogada polêmica.

Acho que o apitador acertou ao mandar o lance seguir.

Fortes emoções

Luis Fabiano, aos 34, recebeu passe perfeito de Húdson e, de frente para Weverton, chutou por cima.

Perdeu enorme chance, a mais clara do São Paulo com bola rolando, de colocar o time em vantagem e obrigar o adversário a mudar a tática de se defender e contra-atacar.

Naquele momento, o Furacão não tinha força física para retomar a marcação na saída de bola com intensidade.

Aos 39, Nathan foi ao campo e Douglas Coutinho para o vestiário.

Aos 44, o Atlético acertou o contragolpe e fez 2×1.

Marcos Guilherme tocou para Natanael que cruzou na medida.

Cléo, livre, finalizou com perfeição. Foi muito bem na jogada.

O mesmo não posso dizer sobre Antonio Carlos, que o marcava, mas parou no meio do caminho e não acompanhou o artilheiro.

Aos 46, a sorte ajudou o São Paulo.

Osvaldo cruzou, Natanael tentou dar o ‘chutão’ e viu a bola bater no braço de Luis Fabiano e entrar no gol.

Lance legal.

Ficha do jogo

Atlético PR – Weverton; Sueliton, Dráusio, Léo Pereira e Natanael; Deivid, Otávio, Bady (João Paulo) e Marcos Guilherme; Douglas Coutinho (Nathan) e Éderson (Cléo)
Técnico: Leandro Ávila

São Paulo – Rogério Ceni; Douglas, Antonio Carlos, Lucão, Reinaldo; Souza e Denilson (Hudson); Alexandre Pato (Boschilia), Ganso e Osvaldo (Hudson); Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro: Anderson Daronco
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e Jose Antônio Chaves Franco Filho