Prefácio. Copas

Leia o post original por Mauro Beting

Recontando histórias.

Contras fatos há argumentos no futebol. O Brasil de 1994 foi campeão do mundo. Mas não conquistou os torcedores do planeta como a Seleção de 1982. Equipe que terminou na quinta colocação. Atrás do criticado Brasil de 1974, que perdeu duas vezes na Alemanha. Atrás da invicta “campeã moral” de 1978, terceira colocada na Argentina, mesmo tão criticada.

A Hungria de 1954 é muito mais celebrada que a campeã Alemanha. E com razão e emoção. A Holanda de 1974 era espetacular. Mas não foi melhor que a Alemanha na decisão. Grandes equipes tiveram nomes melhores. Ficaram na história mais que as vencedoras. Mas, no futebol, queiram ou não os deuses da bola e os diabos que nos carreguem, ainda são os números que definem vitórias. Títulos. Histórias.

Aqui você vai ler quem fez. Quanto fez. Como fez. E, ainda assim, vai discutir o resultado final. A arbitragem. O treinador. Quem foi chamado. Quem foi esquecido. Ou melhor, quem a gente não esquece. Quando. Quanto. Como. Onde.

Futebol só permite chute dentro de campo. Aqui não tem nenhum lance ou partida ou craque da Copa da Irlanda de 1968. Torneio em que costumo brincar aconteceram todos os mitos e lendas dos Mundiais. Quando mais se inventa que se reconta.

2014 é ano e Copa para se contar. E saber o que foi 1950. E como podemos virar o jogo. E a história.