Um grupo acima da média e da mídia

Leia o post original por Mauro Beting

– Grandes seleções como Itália e Alemanha ganharam uma Copa em casa e perderam outra. O Brasil perdeu a dele. Chegou a hora de ganhar.

David Luiz, zagueiro brasileiro que jogou em Portugal, na Inglaterra, e, agora, vai jogar na França. Um cara que sabe jogar bola, e sabe da história dele. Não vê com papo estúpido de que “quem vive de passado é museu”.

David sabe história. Sabe como refazê-la.

Filho de professores que se expressa muito bem. Gente humilde que faz belo trabalho comunitário em Diadema. Um cara para cima, alto astral, e muito, muito bem educado. Atende a todos como raras vezes vi no futebol. E brinca com todos como nem sempre se vê no mundo de hoje.

– O mundo tá ficando caro… [risos]

Foi a resposta que deu a PVC quando perguntado sobre o fato de ele, e também Thiago Silva, serem dois dois três mais caros zagueiros da história.

É um cara com pé no chão. Cabeça no lugar. E estudo para fora e para dentro de campo.

Na Copa das Confederações, de tanto ver Pedro atuar na Espanha e pelo Barça, antecipou o corte que ele daria em JC e onde chutaria a bola que ele salvou sobre a linha fatal do Maracanã.

Ali não foi apenas instinto e capacidade física. Foi estudo.

O que sobra a ele. E, dever dizer, a muitos dos 23 chamados.

Poucas vezes se viu um grupo tão bem preparado e educado.

Não é apenas no uso correto de pronomes, tempos verbais, palavras. Nem mesmo no obrigatório conhecimento de outras línguas.

É no conhecimento de causa. É no reconhecimento das limitações e dificuldades. É na sabedoria de que tem muita coisa a ser conquistada. E tudo que pode ser perdido num momento de infelicidade.

O Brasil pode até não ganhar a Copa que Argentina, Alemanha e Espanha têm ótimas chances de vencer. Mas não vai perder por se perder em palavras e atitudes.