Confiança

Leia o post original por Mauro Beting

Felipão ganhou Paulinho quando conversou com o titularíssimo volante do Brasil quando ele estava em baixa no Tottenham.

Garantiu ao ex-corintian0 não só a presença entre os 23 mundialistas. Mas a presença no time que vai cantar o primeiro Hino na Copa, e na Itaquera alvinegra.

Não é açodamento. Nem panela. É um jeito de tirar pressão sobre o então reserva no clube londrino. O melhor modo de calçar confiança em cada chuteira doo volante que merece esse crédito.

Scolari fez isso em 2002, e deu muito certo, com muitos dos convocados.

Repete a estratégia em 2014. E pode dar hexa.

Perder a Copa, claro que ele pode não ganhar. Mas perder o grupo, desse modo, ele não perde. Abrindo o jogo com os demais reservas, deixando abertas as portas para quem se destacar em treinos, ele mantém a competitividade, e não perde o pique dos titulares.

Treinador precisa ser teimoso – ou coerente. Precisa ser persistente com ele mesmo e com as convicções dele.

Se ouvir muito o grito da galera, vai em breve ouvir o grito da turba ao lado deles.

Técnico tem de se isolar para manter o grupo. Tem de assumir a bronca dos outros.

Como muito bem fez Felipão, em 2002, quando Ronaldo nem sempre ronaldeava.

Como muito bem repetiu em 2013, quando apostou em Fred até o fim. E com ele foi feliz. E campeão.