Mais uma tarde displicente

Leia o post original por Bruno Maia

Displicência vem sendo a palavra que define as atuações do Vasco. Fica até difícil sentar aqui na frente desse computador para escrever, de novo, as mesmas coisas. Não quero gastar o tempo de vocês e talvez eu realmente não seja tão criativo assim.

O grande incômodo que tenho nesta manhã de ressaca não é nem da classificação, da falta de resultados, da inércia dessa diretoria a espera das eleições pra descobrirem se continuam ou não – já tratei desses assuntos. O que me amarga hoje é a leseira, a postura de “é isso aí” que vejo no time durante os jogos. Displicência, falta de noção do que está acontecendo. Talvez a distância de São Januário piore o quadro, pois não colocam os jogadores de frente para a torcida. Se bem que, em momentos parecidos anteriores, diziam que era justamente a pressão da torcida em São Januário que atrapalhava. Não é.

Ontem escapamos de perder, mais uma vez. E também deixamos de ganhar, pois nossa Av. Diego Renan continuou aberta. Composto por sobras de outros clubes, o nosso elenco é cheio de jogadores sem a personalidade e as características de liderança necessárias em um momento como esse. É um dos preços que se paga quando se aposta nessa política de contratações. Quem poderia exercer alguma diferença seriam Guiñazu, Rodrigo (que voltou ontem) e Douglas (que abriu mão). Ainda vejo o Vasco pagar pelo título que nos foi tirado contra os mulambos. Lembro que em um dos meus primeiros posts falei que o preço de um “erro” como aquele costumava ir muito além da perda de um título. É comum vermos que derrotas como aquela geram abalos emocionais em times que, por vezes, nunca mais acham seu rumo na temporada. E aí, compromete-se um planejamento, treinador perde o rumo, e só vai se consertar o estrago em outra temporada… É um pouco isso que estamos vivendo.

Seguimos essa saga pela displicência, enquanto Adílson chama para si uma culpa que ele não conseguirá saná-la sozinho. Se não vencer terça-feira, o treinador deverá deixar o clube essa semana e iremos para a parada da Copa com outro técnico. Continuo acreditando que, infelizmente, isso não vai mudar o quadro. E aí, às vésperas da eleição, a tendência é o caldo entornar de vez, sem ter nenhum pai para assumir a criança.