Sonhos meus

Leia o post original por Mauro Beting

Ontem o meu primeiro filme foi apresentados na mostra do Cinefoot, em São Paulo.

Amanhã a minha primeira curadoria vai ser aberta no Museu da CBF, no Rio.

Hoje eu sou um cara tão feliz como sempre.

Também pela família que tenho e me divide com os trabalhos que graças a Ademir da Guia pululam e pulam no meu colo.

Também por saber que tudo que faço desde que aprendi a ler e escrever tem a ver com futebol.

Tem a ver com a paixão pelo Palmeiras que me levou ao esporte e ao jornalismo futebolístico.

Desde 1972 eu jogo botão anotando, decorando, estudando escalação e história. Desde 1973 eu leio a Placar. Desde 1974 eu lia JT, Gazeta Esportiva e o Manual do Zé Carioca, que minha tia Cecília mandou lá pra Abril uma “ideia” que tive para fazer um manual que falasse de futebol…

Dede 1974 eu “trabalho” em Copa. Anotando, lendo, vendo, estudando jogos e jogadores, times e países.

Será a minha 11ª Copa desde criança.
A 11ª como criança.

Fui convidado pela produtora Canal Azul em 2011 para fazer a trilogia de filmes do Palmeiras não apenas por ser amigo de infância de Ricardo Aidar, o produtor. Mas por ser fuçador e pesquisador de futebol. Juntei seleto timaço de palmeirenses como Fernando Galuppo, José Ezequiel Filho e Jota Christianini para contar essa história, que roteirizei e dirigi com Jaime Queiroz, que montou com Abner Palma “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense”, que entra em cartaz em setembro.

Antes deve acontecer uma exibição especialíssima em lugar ainda mais especial.

Como será, para mim, o Museu da CBF, que amanhã será inaugurado na Barra. Projeto da Mediapro, empresa espanhola que me contratou para, junto com Antonio Carlos Napoleão, fidelíssimo homem da memória do futebol brasileiro, ajudar a botar no papel, no LED, na holopro, na parede, no teto, em 360º, os 100 anos da seleção brasileira.

O CBF Experience é esse sensacional trabalho feito pela Glória Martì, Carlos Cecilia, Clara Russo e grande equipe que botou em pé em pouco tempo uma belíssima experiência em imagens, vídeos, áudios, textos, troféus, camisas e objetos que valem a visita no Rio de Janeiro.

Levou quase 100 anos para a CBF fazer uma homenagem ao futebol. Mas, quando fez, mandou muito bem.

Honra, orgulho, prazer e dever de fazer parte de um time digno da história pentacampeã.

Honestamente, jamais poderia imaginar que ao completar esta semana 25 anos de jornalismo esportivo eu assinaria um filme do Palmeiras e um museu da seleção.

Todos eles feitos como é o futebol: em equipe. Grande equipe vencedora.

Obrigado, Edu Zebini, Ismael, Rico e queridos amigos e colegas por essa paixão que parece coisa de cinema.

Eu, que sempre amei história e tive o interesse de entendê-la e contá-la, posso dizer agora, com enorme prazer, que vivo de passado. Sou museu.