Mapa de calor 2014

Leia o post original por Mauro Beting

 

 

Não, não é a interessante movimentação dos atletas que mostra em tempo real coisas que se vê quando se quer enxergar de um atleta. Em 2014, o “mapa de calor” pode ajudar a definir uma Copa cheia de contrastes, do frio do Sul ao calor do Norte. Do Nordeste. Do Centro-Oeste. Até do Sudeste. Ninguém vai torrar como em 1994. Copa também prejudicada pela temperatura excessiva – e pelo absurdo horário imposto pela Tv da Europa.

A mais frita seleção na teoria é a da Itália. A equipe que, no calor do verão alemão, foi campeã em 2006 com a maior média de idade entre as seleções campeãs… Mas não houve nenhum calor comparável aos jogos que os italianos terão de enfrentar. Manaus, contra a Inglaterra; Recife, contra Costa Rica; Natal, contra Uruguai (os dois últimos começando 13h…). Se passar, como chuto que passa, a Itália enfrenta temperatura mais amena no Rio. Se passar contra a boa Colômbia, derrete e perde para o Brasil em Fortaleza.

O Brasil mesmo não terá moleza. México, no Ceará, e o possível jogo contra os italianos, no Castelão – sem contar Brasília, que não é dos lugares mais amenos. A Alemanha é outra das favoritas que pode “sublimar” na primeira fase: é só forno contra Portugal (Salvador, 13h), Gana (Fortaleza) e EUA (Recife, 13h). Depois pode congelar em Porto Alegre contra a Rússia (jogo que não será problema para os dois países…), mas, então, é tudo que um atleta dos últimos anos não sofre pelas condições de preparação física.

A Espanha tem a Holanda na estreia na Bahia. Depois, é Croácia no Ceará (13h!), é Inglaterra na Bahia novamente. A Inglaterra também piora com a sequência. Na primeira fase, torra na Amazônia na estreia contra a Itália. Depois, se passar, jogo quente contra a Grécia (será?) em Pernambuco, até ser eliminada pela Espanha, na Bahia.

Vantagem para o Uruguai, que pega dois jogos quentes na primeira fase (onde acho que vai ficar…). Portugal também deve ter dois fornos na primeira fase apenas. A França se queima contra a Suíça na Bahia e só. Bélgica passa calor só contra Portugal, na Fonte Nova.

E os hermanos, acreditem, só terão temperaturas amenas. Ou um pouco de frio. E mais nada… A tabela climática também dá um pé aos prováveis finalistas argentinos.

Pode parecer bobagem. Mas, em 1994, o Brasil também ganhou a Copa por saber suportar melhor a temperatura absurda do verão norte-americano. Ou sofrer menos que os italianos. Em 1970, a seleção que chegou primeiro ao México, à altitude e se adaptou ao calor, ganhou a Copa – Brasil. Em 1986, a mesma história – Argentina.

Adaptar-se ao clima dá jogo. Pode dar título.