Meu Brasil de Copas. Volantes

Leia o post original por Mauro Beting

Vi Zito nos jogos finais de 1958 e em todas as partidas de 1962. Esqueçamos 1966. Vejamos tudo desde 1970.

Quando Gerson marcou como volante e armou como craque no 4-2-3-1 de Zagallo. Ou 4-3-3.

Ele foi um segundo volante. Um monstro. Como foi Clodoaldo, não só pela inversão de funções no primeiro tempo na semifinal de 1970 contra o Uruguai. Mexida que deu no golaço de empate.

Os dois poderiam ser facilmente os escolhidos. Jogaram no melhor time de todos. Mas Clodoaldo, lesionado, não esteve em 1974. Mal como todo o Brasil, Gerson não foi bem em 1966.

Na Alemanha, Carpegiani fez ótima Copa. Ainda que sacrificado taticamente. Batista também foi bem em 1978. Cerezo, na Argentina, não jogou o bolão de 1982 – ainda que com o erro do passe para Rossi.

Falcão foi o melhor brasileiro em 1982. Crime lesa-bola não ter sido chamado por Coutinho em 1978. Em 1986 mal jogou. Elzo e Alemão foram bem no México. Mais até que o esperado. Como Alemão também fez bom Mundial em 1990 ao lado do estigmatizado Dunga.

O capitão do tetra calou na marra os críticos em 1994. Apesar de perder a cabeça em Bebeto em 1998, também fez boa Copa. Assessorado por um ótimo volante como César Sampaio. Quase tão eficiente quanto foi Mauro Silva em 1994.

Em 2002, Gilberto Silva marcou pelo improvisado Juninho Paulista nos primeiros jogos, e foi muito bem com Kleberson. Em 2006 já não era o mesmo, ainda que bem ajudado pelo regularíssimo Zé Roberto.

Em 2010, a dupla de Gilberto Silva com Felipe Melo mais bateu que jogou. Ramires não foi mal quando chamado. Mais ou menos como Chicão foi bem na Batalha de Rosario contra a Argentina, em 1978.

São muitos estilos. Formações táticas distintas. Filosofias de jogo diferentes. Muito difícil comparar.

Mas a Copa de Falcão em 1982, o Mundial de Gerson em 1970 (embora o de Clodoaldo tenha sido do mesmo nível), escalam Falcão e Gerson como craques do meu Brasil de Copas.

Pelo que jogaram nos Mundiais. O critério básico para a escolha do time que, por ora, tem:

Taffarel; Carlos Alberto, Oscar, Aldair e Júnor; Falcão e Gerson; Pelé será fora do concurso.

E então? Dois meias e dois atacantes? Um meia e três na frente?

Ainda não sei.