Números e nomes

Leia o post original por Mauro Beting

São 76 seleções desde 1930 em Copas.

Nove delas não fizeram ponto algum. Perderam todos os jogos. A Indonésia (então Índias Holandesas) jogou apenas uma partida. E tomou seis gols da Hungria, em 1938. Outras sete foram evidentemente eliminadas na primeira fase (inclusive os Emirados Árabes de Parreira, lanterna daquela Copa de 1990, campeão do mundo em 1994). Apenas uma jogou seis partidas e perdeu todas: El Salvador, com seis derrotas, inclusive a maior delas: 10 a 1 para a Hungria, em 1982.

Das 96 seleções que desde 1930 disputam Copas, 17 não venceram partidas. Nova Zelândia empatou três veses na horrorosa Copa de 2010, e perdeu todas em 1982. Honduras merecia melhor sorte em 1982, com tocantes atuações, e empate com a dona da casa Espanha, mas não foi bem em 2010. Bolívia nada fez de bom em seis jogos – incluindo perder para o campeão Uruguai, em 1950, por 8 a 0. Egito não foi mal na péssima Copa de 1990.

Cinco seleções não fizeram gol em Copas. É pouco. Foi nada para Trinidad & Tobago (que ao menos empatou um jogo em 2006), Indonésia (uma partida apenas jogou), Canadá (três jogos em 1986), China (2002) e Zaire (1974). Estes últimos dois caíram no grupo do Brasil.

Entre os bambas, ninguém fez mais pontos que o Brasil – 216 em 19 Copas.

Mas ninguém fez mais jogos que a Alemanha – 99 partidas em 17 Mundiais.

O Brasil fez mais gols – 210 em 97 partidas.

Ninguém ganhou mais partidas que a Seleção – 67 vitórias contra 60 da Alemanha.

Números nem sempre dizem muita coisa. Mas é bom conhecê-los.

E interpretá-los.

Até para evitar o que um bom amigo disse. Não sem razão matemática, mas com total falta de noção futebolística:

“Bósnia defende a invencibilidade na Copa”.

É a única seleção estreante em 2014.