Brasil melhorou um pouco após Willian entrar; vitória contra a Sérvia não ajudou Felipão a ter certeza que precisa mudar o time

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Brasil 1×0 Sérvia

O Brasil mostrou pequena evolução no 2° tempo, quando Willian entrou no lugar de Oscar.

Antes do intervalo, repetiu as falhas cometidas na goleada diante do Panamá.

Por isso a boa equipe Sérvia foi superior nos 45 minutos iniciais.

O pequeno crescimento do time após a alteração não garante a presença de Willian como titular na estreia do Mundial.

Venceu o duelo com Oscar por pontos, mas precisaria de uma grande apresentação, de um nocaute, para deixar o comandante sem escolha.

De qualquer maneira, é certo que se Oscar não melhorar dificilmente manterá a vaga entre os onze que começarão jogando em todos os confrontos do Mundial.

Creio que a seleção brasileira vai evoluir bastante durante a Copa do Mundo.

Repetiu os erros

O 1° tempo do Brasil contra a Sérvia foi parecido ao do confronto contra o Panamá.

Tal qual fizeram os panamenhos, os sérvios posicionaram duas linhas de quatro atletas e atuaram com dois atacantes,  um deles encarregado de recuar para ser o quinto homem de meio de campo e ajudar nos desarmes.

E a seleção dirigida por Felipão, repetiu os erros na transição de bola da defesa ataque,  não acertou a marcação na saída de jogo, deixou mais espaços que o correto entre as linhas do meio de campo e da defesa, e foi improdutivo na parte ofensiva.

A boa equipe sérvia, superior, por exemplo, ao México e à Camarões e dona de estilo de futebol similar ao dos croatas – são da mesma escola de jogo. A diferença que o time que está na Copa do Mundo é mais técnico e o do amistoso mais forte na parte física – foi melhor que o Brasil.

Criou mais chances e parou o sistema ofensivo brasileiro.

Neymar e Hulk ficaram isolados e arriscaram lances individuais porque Oscar não se aproximou deles.

O meia do Chelsea foi o menos participativo.

Em alguns momentos, Fred saiu da área para fazer o pivô entre as linhas do meia e da defesa do adversário, pois Oscar estava distante para resolver o problema da saída de bola, missão que não cumpriu.

Paulinho também jogou mal. Não contribuiu na parte ofensiva e marcou de maneira apenas razoável.

Com Willian, um pouco melhor

A seleção voltou do intervalo com Willian na vaga de Oscar.

O reserva atuou mais perto de Hulk e Neymar.

Com ele, aconteceram algumas poucas tabelas e o Brasil conseguiu manter mais a bola no campo de ataque.

Melhorou um pouco, apesar de continuar devendo.

O jogo era favorável aos sérvios e ficou equilibrado.

O Brasil empurrou a seleção dos bálcãs, que passou a depender dos contra-ataques, para trás.

O coelho da cartola de Fred

Exatamente porque passou a jogar com a bola mais perto da área sérvia, Thiago Silva acertou bonito lançamento para Fred aproveitar o pequeno erro de tempo de bola do zagueiro, ajeitar com o peito e caído fazer o gol.

Se levarmos em conta que a bola quase não chegou ao centroavante na área, é de se elogiar o aproveitamento dele na partida.

Mais testes

Fernandinho, que fez uma temporada muito melhor que a de Paulinho na ‘Premier League, entrou durante o 2° tempo no lugar do volante do Tottenham.

A transição de bola melhorou, mas diante de outro sistema de marcação.

A Servia adiantou todo time e passou a pressionar a saída de jogo.

Hulk fez um gol legítimo e mal anulado no espaço que o time do sudoeste europeu deixou.

Neymar fez bonito lançamento no lance.

Os sérvios criaram chances de gols, em especial pelos lados, pois a marcação no meio campo continuou abaixo do necessário e tanto Daniel Alves quanto Marcelo precisam de auxílio.

Felipão viu e testou Maicon na vaga do barcelonista e Maxwell no lugar de Marcelo.

O jogo continuou igual.

Depois o treinador substituiu Fred  por Jô e Neymar por Bernard.

Nada mudou a cara do confronto.

Calma

A seleção vai crescer durante a Copa do Mundo.

Ainda não é o momento de os torcedores do time esperarem e cobrarem boas apresentações.

Ficha do jogo

Brasil – Julio Cesar; Daniel Alves (Maicon), Thiago Silva, David Luiz e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo e Paulinho (Fernandinho); Hulk, Oscar (Willian) e Neymar (Bernard); Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Sérvia – Stojkovic; Basta, Ivanovic, Dusko Tosic e Kolarov; Jojic, Tadic (Tosic), Petrovic (Mrdja) e Matic; Markovic (Dordevic) e Mitrovic (Gudelj). Técnico: Ljubinko Drulovic

Árbitro: Enrique Cáceres
Auxiliares: Darío Antonio Gaona e Milcíades Saldívar (PAR)

Renda e público: R$ 8.693.940,00
Público: 63.280 pagante