Meu Brasil de Copas. Camisas 9 e 11

Leia o post original por Mauro Beting

Desde 1970, bastaria Tostão. Genial. Fez apenas dois gols, mas, fora da posição habitual, foi brilhante.

Em 1974, Leivinha se lesionou, e Jairzinho assumiu o comando de ataque. Nenhum deles era 9 ou 11 de ofício.

Em 1978, Reinaldo não estava bem. Dinamite foi melhor. Pena que Nunes se lesionou antes da Copa.

Em 1982, lesões impediram a melhor forma de Reinaldo. Careca enfim foi chamado em março. Seria o titular mais afinado com a fina escola daquele time. Machucado, viu Serginho atuar mal. Enquanto o 11 Eder, mais atrás, fez grande Copa.

Em 1986, Careca foi o nome brasileiro de uma seleção invicta. Em 1990, também foi o artilheiro de um Brasil pobre. Em 1994, ele preferiu deixar a Seleção um ano antes. Abrindo espaço para o gênio de todas as áreas.

O craque que levou o Brasil para 1994 no show contra o Uruguai, no Maracanã, em 1993. O gênio que nos trouxe o mundo de volta, em 1994.

Em 1998, Romário se lesionou. Dava para esperar? Mas já havia Ronaldo. Menos na final.

Em 2002, parecia que haveria Romário. Felipão não quis. Houve um fenômeno em recuperação hollywoodiana. Rrrrrrronaldo.

Em 2006, esperava-se muito mais dele e de Adriano. Não teve jeito. Nem jogo. Sobrou peso. Sobrou Zidane. De novo.

Em 2010, Luís Fabiano não foi mal. Mas talvez tenha faltado o jovem e não chamado Neymar. Quem sabe?

Só sei que os números e nomes dizem tudo.

Romário é 11.

Ronaldo é 9.

Meus 11 das Copas completas que vi desde 1970 – pelo que jogaram apenas nos Mundiais:

Taffarel;
Carlos Alberto, Oscar, Aldair e Júnior;
Falcão e Gerson;
Rivaldo;
Jairzinho, Romário e Ronaldo.

Treinador?

Não ganhou como Zagallo, Parreira e Felipão.

Não precisou:

Nas duas Copas em que dirigiu a Seleção fez o Brasil jogar brasileiro.

Telê não ganhou Mundial. Mas ganhou o respeito e admiração do mundo da bola