Outros 23

Leia o post original por Mauro Beting

Quando o Brasil foi eliminado pela Holanda, entre outras irritações, imprecações e cornetadas, imaginei, como muitos, “que dava para ser diferente se Neymar. Se Ganso. Se Pato.  Se Ronaldinho Gaúcho”.

Pois é.

“Se Neymar”, maior erro de Dunga, talvez fosse outra a nossa Copa e sorte em 2010.

Mas, agora, parece pueril, açodado, infantil, corneteiro pensar que pensamos bastante em Ganso em 2010. Em Pato naquela Copa.

Pois pensei. E muito.

Meus 23 para 2010 seriam: Júlio César, Victor e Fábio – e até poderia continuar sendo o trio para a meta em 2014.

Na lateral direita, os mesmos de agora, mas invertidos: Maicon e Daniel Alves. Na esquerda, sem convicção, eu teria levado em 2010 Roberto Carlos e Marcelo; na zaga, Lúcio, Juan, Thiago Silva e Luisão; na cabeça da área, com muitas dúvidas, Gilberto Silva e Denilson [acredite, acrescento agora…] como titulares, com Ramires e Renato (Sevilla) como opções de meias que podem ser volantes.

Na armação, pelos cantos, Robinho, Neymar e Ronaldinho Gaúcho; por dentro, Kaká e Ganso; na frente, Luís Fabiano, Pato (se plenamente recuperado de lesão) e… Adriano? Nilmar? Teria ficado com Adriano.

Era o meu time de então, assim escalado: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva e Denilson; Robinho, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Luís Fabiano.

Hoje, claro, discordo de algumas escolhas de então.

E mais ainda imagino se poderia cogitar cacifar quatro anos depois 22 dos 23 nomes de Felipão.

Da atual lista, trocaria o ótimo Henrique pelo excelente Miranda. No mais, até por exclusão, o time e o banco são esses mesmos de Felipão.

Jamais imaginaria, em 2010, que daria tanta trela a Jô – e merecidamente pelo último ano. Sempre respeitei o atacante revelado pelo Corinthians. Mas não o imaginava no nível alcançado nos últimos anos.

Não imaginaria, então, que um meia revelado pelo Corinthians chegaria com tanta chance até de ser titular – e falo de Willian, não do incensado – também por mim – Lulinha, que já definhava, e muito, em 2010.

Fernandinho, quando convocado pela primeira vez por Mano Menezes, me pareceu um exagero. Hoje, pode ser titular numa ótima. É nome que não teria jamais cogitado em 2010 para 2014.

Hulk, honestamente, eu não cogitaria, embora desde o final de 2009 já o seguisse com interesse. Dante, ainda mais sincero, sabia quem era. Jamais imaginaria convocá-lo. Luiz Gustavo? Não o conhecia em 2010.

Hernanes era um nome que sempre gostei, desde 2005. Mas não me pareceria uma peça certa para 2014.

David Luiz eu chamaria a partir da Copa de 2010. Mas, confesso, não teria dado as primeiras e merecidas oportunidades a Jefferson na mesma oportunidade, com Mano.

Oscar era outro que se esperava ótimas coisas desde 2010. Talvez não tão boas para uma posição onde esperava muito mais de Ganso.

Imaginava mais oportunidades no Brasil a Júlio César, Daniel Alves e mesmo Fred. Maicon eu não cravaria seco para 2014, diferentemente de Thiago Silva, que se sabia seria titular absoluto em qualquer Brasil este ano – ou em qualquer equipe no Mundial. Ramires tinha potencial para bisar uma Copa.

Algo que não imaginei que Pato pudesse perder mais uma.