Nem Copa do Mundo em casa aproxima Marin e Del Nero da cúpula da Fifa

Leia o post original por Perrone

A semana da abertura da Copa do Mundo é marcada por uma série de eventos da Fifa em São Paulo. E o movimento nos hotéis em que eles acontecem mostra que José Maria Marin e Marco Polo Del Nero seguem distantes da cúpula da Federação Internacional, apesar de serem os principais dirigentes do país sede do Mundial.

Quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa, Ricardo Teixeira era influente na Fifa e estava praticamente sempre cercado por outros cartolas da entidade. Depois, seu crescimento fez com que ele e o presidente da entidade que controla o futebol mundial, Joseph Blatter, entrassem em rota de colisão.

Por sua vez, mesmo sendo presidente do COL (Comitê Organizador Local), Marin não demonstra ter o mesmo trânsito que Teixeira tinha nos áureos tempos. Ele e Del Nero, membro do comitê executivo da Fifa, são vistos quase sempre rodeados apenas por cartolas locais.

Foi o que aconteceu na última segunda, dia em que a dupla participou do Congresso da Conmebol , a Confederação Sul-Americana. Pouco antes de o evento terminar, os cartolas brasileiros eram aguardados do lado de fora por dois vices da Federação Paulista, Rogério Caboclo, colocado no COL por Del Nero, e Gilberto Barbosa, além de Alexandre Silveira, ex-secretário de Teixeira.

No mesmo dia, aliás, Silveira se mostrava mais à vontade nos bastidores da Fifa. Foi abordado com festa, por exemplo, por um membro da federação da Coreia do Sul. O secretário não está nem perto de ter status de cartola na Fifa, mas leva vantagem sobre seus chefes por se virar falando inglês. Sua presença, no entanto, desagrada a cúpula da Fifa, pois é vista como um sinal de que Teixeira ainda tem influência na CBF.

Enquanto Marin continua distante, outro membro do COL, Ronaldo, está cada vez mais próximo de Jérôme Valcke. Há quem diga que o secretário-geral da Fifa gostaria de ver o ex-jogador no Comitê Executivo da Federação Internacional.

Nesse cenário, a Copa do Mundo no Brasil parece mesmo fadada a ter um presidente de Comitê Organizador apenas coadjuvante e que colabora para ter um papel cada vez menos importante na competição ao dizer que só pensa na seleção brasileira.