Croata faz elogio para ‘juiz ladrão’: “Ele pinta direitinho”

Leia o post original por blogdoboleiro

O site croata “24site” foi sucinto na manchete eletrônica: “Zadrez roubado no início: Neymar e o juiz bateram os croatas!”. O comentarista Nihovic Hortav, da emissora de televisão estatal HRT, viu o jogo na redação montada no Rio de Janeiro e perdeu a paciência com o japonês Yuichi Nishimura. “Esse juiz não precisava ajudar o Brasil deste jeito”, disse ao Blog do Boleiro.

E que jeito. Lembrou a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2002, quando o time dirigido por Luiz Felipe Scolari saiu perdendo para a Turquia e virou no segundo tempo, com uma ajuda do árbitro sul-coreano Kim Young Joo, que anotou um pênalti inexistente sobre Luizão. O resultado foi diferente (2 a 1), mas se Felipão for um cara supersticioso, ajudou.

Mal acabou a vitória do Brasil sobre a Croácia por 3 a 1, o atacante Mario Balotelli, da Itália, postou uma foto dele com Neymar e usou três palavras: “Craque, Irmão, Bravo!”. O número dez do Brasil caprichou na estreia em Copa do Mundo, marcando dois gols, recebendo o título de “Homem do Jogo” da Fifa e arrancando elogios até do próprio site croata: “A Croácia não conseguiu parar o atacante do Barcelona”.

Felipão acha que Neymar é excepcional. Fica meio bravo quando ouve perguntas tratando o jovem atleta como “melhor do mundo”. “Vocês ficam colocando esta coisa na cabeça dele, quando ele tem que pensar em ajudar o time”, disse. Neymar, pelo menos no discurso, mostrou que sabe como se comportar na hora do brilho: “Foi o time todo que venceu”, afirmou.

O time todo e o juiz japonês. Inconformado, o croata Hortav mostrou o tamanho do estrago feito por Nishimura. “A Croácia jogou bem, chegou a ser superior e poderia ter saído deste jogo com uma boa situação no grupo. Agora vai correr atrás”, falou. Ele ainda fez ironia com um talento especial do árbitro: “Ele só fez uma coisa direito: o risco de tinta da barreira era retinho, perfeito”, brincou.

Para o selecionado brasileiro sobraram alertas: como escapar de times que marcam pressão a saída de bola, como proteger direito as saídas de Daniel Alves pelo lado lado direito e como fazer a armação do Brasil fluir melhor da defesa para o ataque.

Mas Oscar ganhou elogios. Paulinho foi chamado de apagado. Marcelo e Júlio César comemoraram muito o terceiro gol (para eles, um alívio) e Ramires mostrou que é possível produzir com eficiência em menos de cinco minutos. Mas para o jornal Marca, só mesmo Neymar jogou muito e o juiz deu aquela força ao Brasil.