Maior do mundo. Não da Argentina.

Leia o post original por Mauro Beting

Pelos corredores do IBC, o centro de imprensa, nos estúdios do Fox Sports, onde convivo com muitos argentinos, em entrevistas para a imprensa hermana, não há como não falar de Messi. E repito a mesma ladainha:

– Só falta a ele o Mundial que Maradona ganhou em 1986.

Para ir além ou aquém, falta nada. Para mim, ele já é mais completo. Mais artilheiro. Objetivo.

Menos habilidoso. Mas mais jogador. Numa pelada, eu o escolheria primeiro. Mas, no coração, Diego é mais. Muito mais.

Messi pode ganhar 2014. E pode mesmo. Pode repetir em 2018.

Mas jamais vai vestir a camiseta albiceleste como Maradona.

Ele não será Dios. Ele nunca será tão argentino quanto Maradona. Não por La Pulga ter saído cedo de Rosário. Mas por Maradona jamais ter tirado a Argentina da alma.

Nada é mais platino.

Nunca uma vitória contra um país será mais importante que a da Argentina das Malvinas contra a Inglaterra das Falklands como a de 1986.

Com La Mano de Dios.
Com el gol del sigilo.

Nada e ninguém irá superar Maradona para a Argentina.

Mas, para o mundo, talvez faltem apenas sete jogos para Lionel.

Ainda mais depois de uma temporada de lesões e sem títulos.

Messi pode ser campeão do mundo. Mas não será o campeão de todos os argentinos.

É a maior vitória de Maradona.