Não tem saída: sobrinhos podem salvar Família Scolari

Leia o post original por Mion

Fernandinho e Maxwell fizeram treinos mais intensivos na parte física. Talvez seja indício de que serão fundamentais a partir das oitavas-de-final.

Fernandinho e Maxwell fizeram treinos mais intensivos na parte física. Talvez seja indício de que serão fundamentais a partir das oitavas-de-final.

A família Scolari é grande. Composta por 23 integrantes, sendo 11 filhos e 12 sobrinhos. Os filhos estão jogando a fase de grupos, entretanto Felipão deve pensar com seus botões: do jeito que vão as coisas os sobrinhos terão que entrar em ação. Talvez por isso ande irritadiço, inclusive quando agressivo disse que foi pênalti em Fred. Outro sintoma da irritabilidade, decisão de intensificar treinos de bola parada. Rolando está muito difícil. Talvez com Maicon, Maxwell, Fernandinho, Willian e Bernard possa solucionar parte das limitações da seleção. Scolari não esconde a decepção com a escalação atual.

E por quê? Fragilidade técnica da meia-cancha e deficiência defensiva em virtude dos alas. Não precisa ser profundo conhecedor para perceber estes dois problemas graves. Diante da Croácia meia-cancha brasileira se bateu em todos os sentidos. Enfrentou meias e volantes mais técnicos, chegaram a ficar na roda diante da troca de passes dos adversários. Especialista qualificado em marcação apenas Luis Gustavo. Paulinho não armou e ficou perdido no meio. Brasil não tem qualidade na criação de jogadas, tudo gira em torno de Oscar e em dia inspirado deu conta do recado, mas quando não estiver tão bem?

Na defesa os alas Daniel Alves e Marcelo avançam e deixam crateras. Luis Gustavo foi o melhor jogador brasileiro em termos táticos. Cheguei a ficar cansado de tanto vê-lo correr. Felipão sabe que até o jogo contra Camarões, último da fase de grupos, pode prestigiar a atual formação, mas a partir daí o bicho vai pegar.
Em comentários anteriores neste blog estou escrevendo sobre isto há mais de um mês. O técnico da seleção será obrigado a encostar alguns de seus filhos e optar pelos sobrinhos. Tudo dependerá de decisões táticas, tem opção. Por enquanto está levando em banho-maria para não perder o grupo. Logo dará o basta: tentou, deu oportunidade, mas o objetivo principal é ser hexa e como está não vai dar.

A primeira solução é tirar Marcelo (inferior a Daniel Alves tecnicamente) e colocar Maxwel. Na meia-cancha escalar Fernandinho para ajudar Luis Gustavo, sem perder qualidade na saída de bola. Fernandinho soluciona, aliás deve ser titular em qualquer situação. Se Oscar continuar jogando igual a estreia deve ser mantido, caso contrário Willian pode ser o caminho.

No ataque Hulk tem sido fundamental, mas a entrada de Bernard daria mais opção de contra-ataque. Sem qualidade e talento na meia-cancha, a velocidade torna-se a melhor opção. Neymar na esquerda e o ex-atacante do Galo na direita. Os dois trabalhariam para criar oportunidades para Fred. O centroavante brasileiro é limitado a fazer gol, precisa receber bolas mastigadas, prontas para finalização, não dá para esperar jogadas mais agudas. Em jogos de maior nível, oitavas-de-final para frente, Maicon também é opção para fechar mais a defesa sem perder o poder de apoio ao ataque.

Júlio César, Daniel Alves (Maicon), Thiago Silva, David Luis e Maxwell; Luis Gustavo, Fernandinho e Oscar (Willian); Bernard (Hulk), Fred e Neymar. Pelo desenho do comportamento atual da seleção, Felipão será obrigado, a dar um tempo ao apoio “irrestrito” aos seus filhos preferidos para pedir socorro aos sobrinhos que podem salvar o destino da Família Scolari e da seleção brasileira. E não estou falando do Hexa, isto fica mais pra frente.