Pirlo lidera a Itália na vitória contra a Inglaterra; o clássico europeu foi muito bom!

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Inglaterra 1×2 Itália

Foi um belo jogo!

O melhor, por enquanto, da Copa do Mundo que dentro de campo está ótima!

Inglaterra e Itália adotaram propostas ousadas e diferentes.

Os britânicos atuaram em direção ao gol e os tetracampeões do mundo valorizaram a posse de bola.

Como ambos os sistemas defensivos deram espaços, o confronto foi muito movimentado.

Com um pouco mais de acertos nas finalizações, o jogo teria mais gols.

Os britânicos sentiram mais o calor de Manaus.

Isso fez a diferença nos minutos finais.

O empate explicaria melhor o que houve em campo, mas a vitória da Azzurra não deve ser questionada.

A boa arbitragem, também a melhor do torneio até agora, não interferiu no resultado.

O experiente Pirlo, de 35 anos, foi o craque do jogo.

E o jovem Sterling, de 19, se destacou no English Team.

Variações táticas

Hodgson colocou em campo o time com base na escalação do Liverpool.

Cinco atletas que começaram o clássico atuam no vice-campeão da Premier League.

Quatro deles do meio campo para a frente.

Posicionou os atletas de duas maneiras, de acordo com as circunstâncias do confronto.

Sturridge, na direita, e Rooney, na esquerda, atuaram na mesma linha dos volantes Henderson e Gerard formando o 4-4-2, ou um pouco à frente, com Sterling entre eles e Welbeck adiantado no 4-2-3-1, esquema principal.

Os laterais Johnson e Baines apoiaram.

Gerard também.

Prandelli, como o técnico adversário, usou duas variações táticas.

Improvisou Chiellini, seu melhor zagueiro, na lateral esquerda e formou a linha de quatro com Barzagli e Paletta na zaga, além de Darmian na direita.

De Sciglio, machucado, não pode atuar.

De Rossi ficou entre o quarteto de zagueiros e laterais e o outro formado por Verratti, Pirlo, Candreva e Marchisio.

Balotelli, à frente de todos, completou o 4-1-4-1.

Quando o adversário tinha a bola no ataque, três jogadores do meio recuaram para a mesma linha do De Rossi, e deixaram Pirlo na meia, o que transformou o esquema no 4-4-1-1.

Estilos bem diferentes

A Inglaterra ataca com velocidade e chuta em gol quando vê qualquer espaço.

Lembra, não por acaso, o Liverpool.

A Itália tenta ficar com a bola no campo de ataque enquanto espera a chance de finalizar em boas condições.

Esta seleção da Azzurra não adota o catenaccio. A proposta de jogo tem mais a ver com a do Barcelona, apesar da execução da mesma ser bem inferior à dos bons tempos dos catalães.

Por isso Prandelli povoou o meio-campo com  bom toque de bola e deu liberdade para Darmian apoiar.

Tanto ingleses quanto italianos foram ousados no clássico europeu.

Os gols do 1° tempo

A Inglaterra estava era um pouco superior quando sofreu o gol.

Mas a ‘deixada’ de Pirlo e o chute de Machisio venceram o sistema defensivo inglês e o goleiro Hart.

Logo em seguida, Rooney avançou pela esquerda com liberdade, situação inusitada se levarmos em conta a tradição de futebol do calcio e o resultado, e cruzou para Sturridge empatar.

Alternância

A Itália controlou o meio de campo no restante do 1° tempo.

Mas nem assim conseguiu mandar no jogo.

A Inglaterra, liderada pelo jovem Sterling, de 19 anos, tinha facilidade de se aproximar da área.

A arbitragem fez uma paralisação para os atletas se reidratarem.

Cahill, o gol e o calor ajudam a Itália

Balotelli, de cabeça, aos 4 minutos, balançou a rede.

Cahill errou ao se posicionar para impedir Balotelli de fazer o gol.

A vantagem no placar gerou outra situação interessante para os italianos.

Os ingleses, que não se incomodavam muito com a superioridade do rival na parte central do campo, precisaram sair de trás.

Foram obrigados a correr muito, o que nas condições climáticas manauaras não lhes convinha.

O jogo estava muito movimentado, italianos e ingleses sofriam por causa do calor e provavelmente da umidade, contudo apenas uma equipe precisava, de qualquer jeito, do gol e dava o contra-ataque ao adversário.

Prandelli compreendeu a situação e colocou Thiago Mota, aos 11, no lugar de Verratti.

Passou a ter dois volantes de marcação (De Rossi era o outro).

Hodgson, 5 minutos depois, mexeu no sistema ofensivo.

Colocou Barkley, atleta de velocidade, bom nos dribles e promissor, que defende o Everton, no centro da linha de três, tirou Welbeck, adiantou Sturridge para atuar como centroavante, posição em que rende mais, e mandou Sterling jogar na direita.

Prandelli, aos 26,  decidiu dar vida ao contra-ataque com Immobile no lugar de Balotelli. O reserva da seleção fez uma temporada melhor que a do polêmico titular.

No mesmo momento, Hodgson trocou Henderson por Wilshere para ganhar qualidade no passe e na chegada ao ataque.

O jogo foi perdendo intensidade por causa do desgaste dos times.

Aos 33, o treinador da Inglaterra arriscou a última cartada para tentar o empate ao colocar Lallana, atleta ofensivo, de toque de bola, na vaga de Sturridge e adiantar Rooney para o comando de ataque.

Prandelli manteve a ideia de reforçar o contra-ataque com o descansado Parolo no lugar de Candreva.

Os ingleses ficaram mais com a bola no ataque durante os últimos 15 ou 20 minutos, e as duas melhores chances de gol foram italianas.

A boa arbitragem do trio holandês liderado por Bjorn Kuipers não interferiu no resultado.

Escalações

Inglaterra (4-2-3-1) – Hart; Johnson, Cahill, Jagielka e Baines; Henderson (Wilshere) e Gerard; Sturridge (Lallana), Sterling e Rooney; Welback (Barkley). Téc; Roy Hogdson

Itália (4-1-4-1) – Sirigu; Darmian, Barzagli, Paletta e Chiellini; De Rossi; Verratti (Thiago Motta), Pirlo, Candreva (Parolo) e Marchisio; Balotelli (Immobile). Téc: Cesare Prandelli