São Paulo e Uruguai: Uma identificação que vai muito além de Lugano ou Copa

Leia o post original por daniel perrone


Nação do Maior do Mundo;

O São Paulo e o Consulado do Uruguai no Brasil convidaram torcedores para assistir a estréia da seleção uruguaia na Copa do Mundo 2014 no Restaurante Copa, localizado dentro do estádio do Morumbi. O evento ocorreu neste sábado e contou com mais de 200 pessoas no local.

A incrível lotação, somada ao grande número de são-paulinos presentes para apoiar a “Celeste Uruguaia” na casa Tricolor não foi surpresa para aqueles que conhecem a história do enlace entre o clube e o país vizinho. Diversas gerações de uruguaios ajudaram a construir a gloriosa história do São Paulo, entre eles o camisa dez Pedro Rocha, o grande lateral Pablo Forlán, os aguerridos zagueiros Darío Pereyra e Lugano entre outros. Hoje, o Tricolor tem apenas um jogador na Copa do Mundo, o também uruguaio Álvaro Pereira.

É uma dinastia de respeito, que nenhum torcedor do Maior do Mundo pode deixar de reconhecer. Desde Pedro Rocha, um elegante e clássico meia até o voluntarioso Álvaro, que recentemente foi tema de livro infantil, lançado no seu país. Darío Pereyra, por exemplo, ainda tem grandes laços com a cidade, mora no bairro do Morumbi e é sócio do clube. Lugano por sua vez adesivou a famosa garrafa térmica que os uruguaios levam para tomar mate com símbolos do São Paulo. São grandes exemplos para os jogadores de base e até profissionais.

A surpreendente derrota para a Costa Rica não abalou a torcida presente no restaurante. Conversei com alguns torcedores do São Paulo e todos foram unânimes em afirmar que a afinidade vai muito além de Lugano e da Copa do Mundo. O torcedor são-paulino em geral realmente se identifica com a garra e a vontade uruguaia. Isso não é de hoje e não acontece apenas na capital paulista: Quem foi ao Castelão (Fortaleza) presenciou muitas bandeiras e camisas “Deuses da Raça” entre os torcedores uruguaios. Lugano também foi várias vezes flagrado autografando camisas do SPFC nos treinamentos do Uruguai, em Minas Gerais. Há quem gostaria que o São Paulo alterasse o estatuto para obrigar o clube a sempre contar com um uruguaio no elenco. Eu sou um dos que são simpáticos a essa ideia.

A histórica identificação entre os tricolores e os uruguaios foi registrada em um magnífico livro: “Tricolor Celeste”, escrito pelo jornalista Luís Augusto Símon. Vira e mexe o clube estampa os uruguaios em revistas direcionadas a torcida Tricolor. Outro case de grande sucesso foi a camisa azul lançada pela Penalty no ano passado para o Rogério Ceni. O produto foi uma das maiores vendas de uma camisa pelo clube. Isso sem contar a série de camisas “Deuses da Raça” lançada pela Reebok e até hoje lembrada (e desejada) pelos torcedores do São Paulo. Olha aí, Penalty!

O próximo jogo do Uruguai será em São Paulo, diante da Inglaterra. O Itaquerão certamente receberá uma quantidade enorme de são-paulinos nesta próxima quinta-feira, muitos deles irão com camisas e bandeiras do Tricolor para apoiar a Celeste Uruguaia. Outros tantos estarão no Restaurante Copa, em mais uma reunião promovida pelo Consulado do Uruguai. Para o torcedor Tricolor/Celeste, ganhar ou perder é quase irrelevante: O fato é que essa identificação é um dos raros casos de afinidade entre um clube e uma seleção de outro país.

Saudações Tricolores.

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