No Beira-Rio, um momento histórico do futebol

Leia o post original por Pedro Ernesto

A Copa do Mundo do Brasil não apresentou até o momento nenhuma novidade tática que possa impressionar. Mas a velocidade imprimida por todos os times chama a atenção de quem a assiste.

Não há mais lugar para jogadores lentos no futebol moderno. Nem para jogadores veteranos que já perderam a forma física. Outro aspecto é que a velocidade leva à marcação de um grande número de gols. A média é superior a três gols por partida.

Exageros
Dois grandes fatos, verdadeiros exageros, marcaram este início da Copa do Mundo. O maior deles está na extravagante goleada da Holanda sobre a Espanha por 5 x 1. Inacreditável.

O campeão do mundo caiu de 5. A outra extravagância foi a da Costa Rica. Deu um baile no Uruguai, um time lento e velho, aplicando 3 a 1 e surpreendendo o mundo. São as surpresas iniciais. Outras virão por aí.

Tecnologia
O segundo gol da França foi validado por uma das sete câmaras que foram colocadas nas goleiras. Um momento histórico do futebol. Em outras situações, o encanto do esporte se dá pela dúvida e pela discussão. Errado foi a Fifa ter dado gol contra de Valadares, o goleiro de Honduras, e não de Benzema, que teve o objetivo do gol.

Demais
A maior surpresa que vi até este momento na Copa do Mundo foi o centroavante da seleção da Costa Rica. O jovem Campbell, de apenas 22 anos, voou sobre os zagueiros da Uruguai. Marcou um golaço, correu muito, com incrível velocidade.

De menos
A informação preliminar da Fifa é de que o sistema de som do Beira-Rio caiu na hora da execução dos hinos. Falha lamentável, mesmo porque o hino francês é considerado um dos mais belos do mundo. Além disso, essa gafe só ocorreu no Beira-Rio. Nos outros estádios, tudo funcionou com precisão.

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Se a França ficou sem o seu craque Ribéry, por lesão, às vésperas da Copa, outro ídolo, Benzema, assumiu a condição de protagonista. Pelo menos no primeiro jogo.