Diário da Copa – Primeiros Dias

Leia o post original por Mauricio Noriega

Pensei em fazer um diário da Copa de 2014, mas comecei traindo o termo, deixando de registras as impressões diariamente.

Acho que um intervalo maior entre as postagens agrega conteúdo, para usar um termo da moda.
Até agora comentei três partidas: abertura, Itália x Inglaterra e Alemanha x Portugal. Cruzei o País, provei uma costela de tambaqui inesquecível em Manaus e fui brindado com bons jogos de futebol.
Confesso que tudo tem funcionado melhor do que eu esperava. 
O fato mais curioso até agora eu chamaria de imbróglio da saída de emergência. Segundo as leis brasileiras, para ocupar os assentos localizados nas saídas de emergência dos aviões de carreira brasileiros a pessoa precisa falar português. Mas as companhias aéreas não conseguem lidar com isso antes do embaque e colocam os estrangeiros nesses lugares. No trecho Manaus-Brasília a TAM acomodou três chineses que mal falam inglês nesses lugares. Resultado: atraso e situações quase cômicas para encontrar brasileiros em voos coalhados de gingos.
Em Salvador o que pegou foi o trânsito, meu rei. Desencontro de informações, cada um indicando uma coisa, uma baita confusão. O mesmo ocorreu no acesso ao Itaquerão, na abetura. Parece uma mania nacional a falta e consenso na hora de informar um caminho.
Por escrever sobre o Itaquerão, que passou no teste, algumas dúvidas ficaram. Em vez de tanto luxo e mármore não teria sido mais produtivo colocar mais elevadores no estádio?
Outra constatação surpreendente para mim: os estrangeiros estão demonstrando a mesma oa vontade que vi na África do Sul com o país-sede. Há problemas, claro, mas aqueles com os quais estamos acostumados no Brasil e em muitos países. Mas os voos e os aeroportos estão dando conta.
Bola rolando, a Copa tem sido uma delícia. Bons jogos que ajudam a tirar a memória o horror que foram as nove pimeiras rodadas do Brasileirão. 
Para mim, Itália e Inglaterra fizeram o jogo de melhor nível técnico. Alemanha e Holanda jogaram o melhor futebol. O Brasil esteve na média e pode crescer muito.
O melhor de tudo é que a Copa está apenas começando. Vamos curti-la agora, mas sem deixar de pensar no País, que devemos discutir democraticamente em outubro.
Volto em breve.