Dias de luta com o Gladiador Vascaíno

Leia o post original por Bruno Maia

Um dia depois de vermos Messi no Maracanã, horas depois de ver o Muller mostrar quem é o alemão que vai quebrar o recorde do Ronaldo, voltamos para nossa realidade daqueles nomes que não vou escrever para não estragar o dia de vocês. Afinal, a Copa começou com jogos incríveis, cheios de gols, mas a verdade é que o que vem pela frente são dias de luta. Então, a chegada do Gladiador Kleber é mais que bem-vinda e promete ser o autógrafo mais disputado do elenco vascaíno durante o segundo semestre.

É verdade que Kléber e Douglas juntos são tão imprevisíveis que não há como se empolgar muito. Certos jogadores enchem muito mais de esperança pelas faíscas de lembranças que nos causam, mas esquecemos que só vieram parar no nosso time porque há muito tempo são incapazes de corresponder ao que nos lembramos deles. Infelizmente a vinda do Gladiador mostra muito mais uma baixa na carreira dele do que uma grande contratação da nossa diretoria. Mas é o que temos para hoje e já é muita coisa nesse mar de jogadores desconhecidos e que são incapazes de nos fazer lembrar de qualquer momento de brilho.

Kleber deve chegar para entrar na frente e jogar junto com Douglas. Eventualmente, pode substituir o grisalhinho e trabalhar junto com Thalles ou Edmílson na frente. O que parece é que Adílson vai ter que mexer no desenho tático que vinha usando. Com Kléber, o ataque com um homem de meio, apoiado por jogadores que abriam os jogo nas pontas, como Everton Costa, Yago, Marquinho, Montoya, não vai tem como ser mantido. O Gladiador ocupa uma faixa mais central do campo, mas não chega a ser um camisa 9 típico, homem de área, como Thalles e Edmílson. Acredito que este primeiro deva ser o titular ao lado de Kléber. O problema virá quando tiver que substituir Kleber. O elenco atual não tem jogadores com essa característica.

Considerando o atual momento, isso não chega a ser grave. Melhor ter a possibilidade dessa variação, com um jogador de potencial, que gera respeito dos adversários, que prende a marcação – o que eventualmente pode ser bom de combinar com as subidas do Yago, se o garoto jogar um pouco mais recuado – do que depender de um grupo exclusivamente de desconhecidos incapazes de nos gerar boas expectativas.

Tempos atrás falei aqui sobre a importância de contratarmos jogadores com nome para mexer com os brios e a esperança da torcida. Se confirmado, Kléber terá sido o melhor deles desde que Dinamite assumiu – não incluo o retorno de Juninho nessa lista. Um pouco tarde, no apagar das luzes, mas que renova a esperança de que o time possa encontrar um rumo.