México ‘pede’ Ramires, caso Hulk não atue, e o 4-4-2

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Os laterais do México foram muito ao ataque na vitória por 1×0 contra a fraca seleção de Camarões.

Especialmente Layún, que atua na esquerda.

Miguel Herrera escalou o trio de zaga e dois jogadores rápidos, um de cada lado, perto deles.

Montou o 5-3-1-1 cheio de variações de acordo com as circunstâncias do confronto.

Quando os laterais avançaram ao mesmo tempo, se transformou em 3-5-1-1.

Se apenas um fez isso, foi o 4-4-1-1 com os volantes Herrera e Guardado participando de maneira interessante na criação.

O veloz e perigoso Giovanni dos Santos, na meia, e centroavante Peralta atuaram mais adiantados.

Layún ataca do lado em que Daniel Alves atua.

O brasileiro foi mal diante da Croácia.

Felipão precisou entortar o time para resolver o problema.

O 4-2-3-1 inicial com Hulk na direita, Neymar na esquerda e Oscar entre eles no trio de criação, foi modificado.

Hulk, por ser canhoto, trocou de lado no intuito de proteger Marcelo, que também tinha dificuldades nos desarmes.

E Oscar fez o mesmo em frente ao lateral barcelonista.

Neymar ganhou liberdade para encontrar o espaço ideal e receber bola em condições de criar o lance de gol.

O Brasil perdeu a jogada na diagonal do atacante do Zenit, a melhor dele, passou a demorar ou a chegar com menos atletas no ataque, e ficou refém dos próprios acertos na marcação na saída de bola e contragolpes para ser produtivo na parte ofensiva.

O México provavelmente tentará aproveitar essas dificuldade

Hulk realizou exames de imagem ontem para saber se está machucado.

A informação oficial, a da CBF, é que nada foi constatado.

Mas ele sente dor e a comissão técnica, obviamente está preocupada.

Por isso pediu os exames um dia antes do confronto.

Meu palpite é que não vai atuar.

Por conta das caraceterísticas do adversário, a melhor opção para a vaga dele é Ramires.

O futebolista do Chelsea está acostumado a jogar na direita, a proteger o lateral daquele lado, e tem velocidade para ajudar na parte ofensiva.

Além disso, Felipão deveria usar no confronto de hoje o 4-4-2, segunda opção tática que trabalhou.

Com jogadores em frente de Daniel Alves e Marcelo, e Neymar mais avançado para os lances de velocidade, a chance de vencer com tranquilidade aumenta.

Rodríguez, zagueiro que atuou do lado direito do trio que enfrentou Camarões, até se vira na bola aérea, mas é lento.

Se marcar Neymar, que joga no setor del, estará perdido.

O treinador do México está ciente disso.

Vamos supor que inverte o lado do defensor.

Com Neymar podendo escolher o espaço que pretende ocupar, situação proporcionada pelo 4-4-2, a medida será inútil.

Na sobra do trio, Rodríguez perderá o duelo para Fred.

E se o técnico mexicano decidir mudar o esquema, a chance de a equipe cometer erros coletivos aumenta, pois o México se classificou na bacia das almas para o Mundial e começou a se acertar, sem nenhum exagero, faz um mês.

Complementos

O Brasil, no 4-2-3-1, também pode fazer a marcação correta dos lados, mas os jogadores vão precisar correr mais.

Se Hulk for titular, tem condição de exercer a mesma função que especulei para Ramires.

Luis Gustavo deve ter bastante atenção, pois o veloz Giovanni dos Santos, destaque do México na estreia, joga perto dele.

No 4-2-3-1 ou no 4-4-2, com Ramires, ou Hulk, ou William, ou Bernard, ou Hernanes… Felipão colocará em campo um time superior ao do adversário.

Acredito numa vitória tranquila do Brasil.

Pouco depois de eu postar, o Felipe Bligliazzi Dominguez me mandou no facebook o campo com o desenho tático.

Eu teria colocado o Peralta mais centralizado, mas isso é apenas um detalhe.

Aviso

Comentarei o jogo, ao vivo, no Placar UOL.