Notas do Brasil x México

Leia o post original por Mauro Beting

JÚLIO CÉSAR (7) – Boas defesas, elasticidade e a dose necessária de experiência. Não temos problema na meta.

DANIEL ALVES (5) – Melhor que na estreia, apesar do apoio qualificado do ala mexicano e também de Guardado. Mas ainda com dificuldades no jogo aéreo e no balanço defensivo.

THIAGO SILVA (7) – Atuação diga do talento e da liderança do zagueiro. Firme, duro, contudente, embora tenha aterrado Chicharito com falta que poderia ser ainda pior.

DAVID LUIZ (7) – Não tão bem como na estreia, mas com qualidade para até trocar de função com Luiz Gustavo, na metade final do jogo. Antecipações no timing perfeito garantiram um sistema defensivo ainda exposto.

MARCELO (5) – Mais notável pela tentativa de cavar um pênalti inexistente. Se quisesse seguir em frente, talvez virasse o placar no final do jogo em Fortaleza.

LUIZ GUSTAVO (7) – Eficiente e discreto, mas menos vivo que na vitória contra a Croácia, recuou menos para dialogar com os zagueiros.

PAULINHO (4) – Felipão fez bem para o volante em dar mais um voto de confiança. Não necessariamente para a equipe. Mas era jogo que pedia Hernanes para pensar melhor o jogo. Ou Fernandinho, para cercar e marcar melhor.

RAMIRES (4) – Meia aberto pela direita no 4-2-3-1 proposto, já atuou assim, e bem, pelo Chelsea. No Ceará, atuação discretíssima, com muitos passes errados. Não achou seu espaço contra Layún. Para não dizer que perdeu espaço com Felipão.

(BERNARD (5)) – Nos primeiros 18 minutos da segunda etapa atuou pela direita, aberto. Participou de um lance e depois sumiu. Ou tentou lances que não deram certo. Depois, pela esquerda, teve ainda menos jogo. Driblou pouco, criou ainda menos e jogou muito menos do que pode.

NEYMAR (7) – Menos individualista do que no jogo contra a Sérvia. Mas muito menos decisivo. Brilhante cabeçada yteria dado em gol no primeiro tempo não fosse excepcional defesa de Ochoa. Ainda assim, pelo individualismo, não correspondeu ao esperado.

OSCAR (5) – Pela esquerda, longe do meio-campo, não recuou para pensar o jogo. Nem driblou como brilhou pela direita na estreia. Depois, na metade final, pela direita, também não repetiu a grande atuação inicial.

(WILLIAN – SEM NOTA) – Entrou com pouco mais de 5 minutos para o fim. Poderia ter entrado antes. Como Hernanes, no lugar de Paulinho.

FRED (4) – Até tem tentado dar espaço aos companheiros. Mas não vive boa fase técnica. E a bola também não chega a ele.

JÔ (SEM NOTA) – Também não chegou de jeito ao atacante. Numa delas se atrapalhou. Nas outras, não teve a companhia devida.

LUIZ FELIPE SCOLARI – A compactação defensiva está longe do ideal. Sem Hulk, não achou nem tática e nem tecnicamente uma resposta à altura. Se deu guarida a Paulinho, não conseguiu ganhar o jogo. Fernandinho pode fazer todo o time marcar melhor. Hernanes pode pensar o jogo pelo Brasil. Como já é hora de pensar alternativa a Fred – não necessariamente Jõ; e nem necessariamente agora. Contra Camarões, ótimas chances de virar o jogo eretomar a fibra e a fome goleadora.