Diário da Copa – Alma latina, braços abertos

Leia o post original por Mauricio Noriega

A alma latina abraçou a Copa do Mundo, a pegou no colo e a embala pelo Brasil.

O povo brasileiro transformou a justa sensação de revolta com o – muito – dinheiro mal gasto em estádios e a quebra das promessas não cumpridas em termos de mobilidade urbana (Trem bala, Metrô de Salvador, Monotrilho paulistano, VLTs pelo País etc) em uma festa marcada pela gentileza e a cordialidade.
Por uma questão geográfica, fomos invadidos por vizinhos sul-americanos. Legiões de colombianos, chilenos, argentinos, uruguaios. E também milhares de alemães, ingleses, mexicanos, americanos do Norte, que enfrentaram distâncias maiores para cultuar a deusa bola.
O brasileiro tem mil defeitos, como todos os povos, mas é festeiro, gentil, gosta de rua, gosta de festa.
Esse clima contagiou os jogadores e vemos uma Copa de belos jogos, muitos gols, personagens espetaculares como esse épico uruguaio Luís Súarez.
Está muito divertido. 
Claro que há imbecilidades, como as invasões de argentinos e chilenos ao Maracanã. 
Imbecilidades que são analisadas sociologicamente por alguns, acreditem se quiserem!
Além de uma denúncia que, se comprovada, será a maior canalhice da Copa: torcedores abençoados pela saúde física ocupando mentirosamente o espaço de cadeirantes do Itaquerão. 
Se alguém realmente fingiu ser incapacitado fisicamente, é de uma nojeira de fazer vomitar.
Enquanto isso, o movimento infantilóide chamado de Passe Livre, que defende uma grande bobagem, se deixa levar como massa de manobra de partidecos radicais de esquerda e baderneiros mascarados que só querem o quebra-quebra e ideologicamente nada acrescentam.
A gentileza do povo brasileiro, do cidadão comum, salva uma Copa que a mediocridade da política brasileira encaminhava para a indecisão.