Convidado de atleta da seleção relata medo e sofrimento na abertura da Copa

Leia o post original por Perrone

A pedido do blog, Wilson José Felipe Júnior, amigo do lateral-direito Maicon, relatou a experiência dele e de familiares do atleta da seleção brasileira na abertura da Copa do Mundo no estádio do Corinthians, em Itaquera. Confira o depoimento abaixo.

“Na estreia do Brasil na Copa 2014, fomos ao estádio de Itaquera de táxi, saindo do hotel Pullman Guarulhos, juntamente com a família do Maicon.

O trajeto foi fácil e sem trânsito. Fomos pela Avenida Jacu Pêssego. O taxista nos deixou no limite máximo permitido e aí começou o sofrimento.

Início do caminho ao lado de uma favela onde vários moradores ficavam nos “medindo” dos pés à cabeça. Pouca polícia, ou melhor falando, quase nenhuma até chegar ao ponto onde só passaria quem tivesse com ingressos. Após esta barreira foi tranquilo, porém, como estávamos com crianças, filhos do Maicon, e debaixo de um Sol forte, foi um pouco desgastante, pois a caminhada é realmente longa.

Durante o jogo presenciamos várias confusões entre brasileiros e acredito que tenham ocorrido devido à venda de bebida alcoólica.

Na saída, por estarmos com medo de voltarmos pelo mesmo lugar, decidimos utilizar a saída Oeste.

No início muita polícia, mas chegando perto da estação de metrô Artur Alvim presenciei vários casos em que trombadinhas furtavam estrangeiros. Chegavam abraçando, pulando, oferecendo pinga e no meio da confusão chegavam dois ou três e levavam as carteiras. Vi ao menos três casos assim, sendo dois casos com croatas e um caso com japoneses.

Lamentável. Segurança zero.

Com receio e medo , pegamos um táxi que apareceu. Outro detalhe é que não existe uma lei para taxista, pois um dia antes peguei um táxi de São Paulo para Guarulhos que me cobrou o valor da tarifa.

Na volta do estádio, o taxista cobrou 50% a mais do valor por ser mudança de cidade. E só fomos avisados na hora de pagar a conta. Qual taxista está correto?

Enfim caro amigo, este é o nosso pais, e decididamente não estamos preparados para nada, com esta mentalidade de que “gringos” são bobos, de que o taxista não e confiável, e de que principalmente não oferecemos nenhum tipo de segurança a ninguém, ao cidadão brasileiro e muito menos aos estrangeiros”.