França 5 x 2 Suíça. Bahia de todos os deuses da bola

Leia o post original por Mauro Beting

Ribèry faz falta a qualquer equipe. Pelo talento, experiência, capacidade física, consciência tática.

Mas, por ora, o melhor francês não é desfalque para o vistoso, competitivo e cada vez melhor time francês. O que fez contra a boa Suíça não é para qualquer um.

Bergen se lesionou em lance involuntários de Giroud. Senderos entrou no lugar dele. Em 2010, foi o contrário. E a Suíça ganhou da Espanha.

Agora, o que se viu foi horrorosa atuação de Senderos e o companheiro Djorou. Zagueiros que falharam demais contra um time que acertou tudo.

Embora tenha perdido um pênalti mal batido por Benzema e ainda pior desperdiçado no rebote no travessão.

Mas era dia de França. Desde o começo. Com Benzema na de Ribèry no 4-1-4-1 de Deschamps, e Giroud como o centroavante, a França se valeu da velocidade de Valbuena pela direita, e pelo dinamismo dos volantes Sissoko e Matuidi.

Os volantes suíços Behrami e Inler jogam e marcam. Mas não fizeram isso na Bahia. Diferentemente de Cabaye, que fez tudo e pouco mais.

O primeiro gol saiu da cabeça de Giroud e da infelicidade de Benaglio e Rodriguez, que se atrapalharam. Tanto quanto a saída de bola que deu em seguida no gol de Matuidi.

O terceiro, de Valbuena, nasceu de primoroso contragolpe puxado por Giroud.

O quarto foi no primeiro toque de classe de Pogba (que joga fácil) para Benzema fazer o dele.

O quinto, com todo o respeito, é uma cópia do gol de Carlos Alberto em 1970. Não tão linda jogada. Mas numa bela troca de bola. Concluída com categoria por Sissoko.

Dzeimaili diminuiu de falta para a valente Suíça. Time que ficou mais com a bola. Finalizou 17 vezes. Inclusive a do segundo gol, em belo voleio de Xakha depois de passe de Inler.

Ainda coube um golaço por cobertura de Benzema. Mas o jogo já havia acabado segundos antes.

Na Fonte Nova, eu não ouvi e nem vi o apito final do árbitro holandês que encerrou a partida.

Mas eu pude ver que a melhor Copa desde 1986 tem um novo time para ir longe. Equipe tão boa que, hoje, Pogba pode até ser reserva.