Camarões 1 x 4 Brasil. No Maneymar Garrincha

Leia o post original por Mauro Beting

 

Foi a centésima partida do pentacampeão mundial em Copas.

A primeira em um estádio com nome de gênio da arte – Mané Garrincha, que participou em 12 desses 100 jogos.

Ele foi duas vezes campeão mundial. Um craque que driblava certo por pernas tortas. Alegria do Povo como foi Neymar em Brasília, na bela vitória por 4 a 1 contra Camarões.

No lance final do primeiro tempo, o 10 brasileiro deu um chapéu, um lençol, um tapa de primeira, e quase saiu um gol de Hulk em jogada em que seis brasileiros estavam na área depois de sensacional jogada coletiva.

Times do Brasil de 1970, 1958, 1962 e de 1982 assinariam com louvor todo o lindo lance brasileiro.

Mas foi mais difícil que o esperado o primeiro tempo. Daniel Alves teve problemas na marcação, a zaga falhou mais que o normal e Paulinho, se chegou mais vezes à área como de costume, não ajudou na compactação defensiva, como Hulk (pela direita, na dele), não deu o pé necessário a Daniel. Como Oscar (de volta à esquerda) também não ajudou uma defesa que falhou demais no jogo aéreo.

Camarões fez sua melhor partida na Copa. O Brasil a iniciou com a intensidade e a marcação mais adiantada que nos outros jogos. Com Neymar por dentro, e em quase todos os lugares, o talento fez a diferença. Aos 17 minutos, Luiz Gustavo recuperou a bola e serviu para Neymar chapar. Veloz, por vezes afobado, o Brasil deu mole pela direita e Matip, aos 26, empatou.

Aos 35, quando o Brasil continuava pecando na defesa, uma bola recuperada por Marcelo deu a Neymar a chance de avançar por dentro, e, como aprendeu com o pai na infância, a bater entre as pernas do zagueiro, no contrapé do goleiro.

Na segunda etapa, depois do merchan da sua cueca, Neymar voltou a honrar os melhores canarinhos com grandes jogadas até ser ser substituído antes de causar alguma expulsão – a de um rival e a dele próprio.

Mas o resultado já estava definido. Como Felipão achou o melhor companheiro para o intocável Luiz Gustavo. Um que marca melhor que Paulinho, e chega tão bem quanto: Fernandinho estabilizou o time e ajudou a recuperar bolas, participando do lance do merecido gol de Fred, que se mexeu muito mais e foi mais útil.

O Brasil tirou um pouco o pé do acelerador enquanto o México desembestava a fazer gols na Croácia. Faltava um para eles quando, em mais uma, retomada de bola na frente e, em bela tabela, Fernandinho fechou o placar de bico, calando cornetas e definido a ótima vitória contra frágil rival. Porém com futebol para encarar qualquer time.