A Copa é um sucesso. Aqui ou no inferno

Leia o post original por Mauro Beting

Os aeroapertos estão com menos problemas que os esperados.

A imobilidade urbana não é tão pior que o imaginado.

As manifestações são as mesmas. Menos violentas. Melhor administradas. Mais aceitas.

Os demais problemas estruturais persistem. O que foi gasto além já é o desgaste sabido. E seria provável a mesma super fratura nas contas com qualquer governo.

A Copa fora de campo é melhor que a aguardada. Ponto para todos.

Nas arquibancadas, padrão Fifa + perdão Brasil dão em algumas confusões contornáveis. Lastimáveis. Mas compreensíveis.

No espírito da torcida, na alma do espetáculo, é das mais animadas e quentes Copas. Palmas para brasileiros e estrangeiros.

No campo de jogo, é o melhor Mundial em décadas.

Para estes olhos, de 11 Copas vistas, está no nível dos Mundiais de 1982 e 1986.

Méritos esportivos que não têm a ver com o governo. Muito menos com oposição.

A Copa não está ótima por causa da Dilma. Não estaria ruim por causa do PT. Se fosse Aécio, Maluf, Medici, Mem de Sá, a mesma coisa.

O mais triste – e esperado – é ver a tacanha incorporação dos méritos esportivos da competição como ponto para a administração do Mundial.

Tão tacanho quanto seria um eventual fracasso técnico ou de estádios sem a mesma animação ser debitado na conta do governo.

O deplorável Fla-Flu petralha x tucanalha invadiu sem permissão o campo minado da Copa.

Havia como cogitar em 1970 uma torcida ideológica.

Em 2014, torcer pela Copa como vitória de Dilma e zicar o Mundial como bandeira de Aécio é das menores manifestações de apropriação indevida.

Alienado não é quem só dá bola ao futebol. É quem aliena o que não está em jogo.