Fernandinho ganhou a posição de Paulinho; Felipão negou, mas é claro que já decidiu mudar o time titular

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Brasil 4×1 Camarões

Horrível

O 1° tempo do Brasil foi muito ruim.

Repetiu novamente todos os erros graves dos jogos anteriores.

O meio de campo foi improdutivo na parte ofensiva e falhou na proteção aos zagueiros e laterais.

O setor mais importante de qualquer time, tal qual se diz no ‘futebolês’, não jogou.

A marcação na saída de jogo não funcionou durante boa parte dos 45 minutos.

O time teve dificuldades de tabelar, fazer a transição da defesa ao ataque com a bola no chão e também de mantê-la.

Como Daniel Alves continua perdendo os duelos no mano a mano, o lado direito do sistema defensivo foi extremamente vulnerável.

E o esquerdo inseguro.

Felipão sabe

Marcelo apoiou bastante, deixou espaços e Luiz Gustavo ficou sobrecarregado na cobertura.

Daniel Alves não contou com a proteção que seus defeitos na marcação cobram.

As duas funções, tal qual a saída de bola pelo chão, dependiam de Paulinho.

O volante também deveria avançar e cooperar na criação.

Falhou, e muito, em tudo.

Efeito Fernandinho

A entrada de Fernandinho solucionou quase todos os problemas.

Camarões parou de pressionar Daniel Alves e finalizou apenas uma vez.

O meio de campo ficou mais compacto.

A qualidade do passe e da pressão na saída de jogo melhoraram por isso.

E o Brasil pela primeira vez atuou de fato como um time, apesar de ainda precisar de muitos ajustes.

Funcionaram

As entradas de Ramires e William nas vagas de Hulk e Neymar também foram bem sucedidas.

O ex-cruzeirense atuou na direita e fortaleceu a marcação ali.

Virou opção para o Brasil enfrentar adversários difíceis e fortes no setor ofensivo daquele lado.

O meia não repetiu os importantes lances individuais de Neymar, mas com ele o time não perdeu na parte coletiva.

A decisão de tirar Hulk e o líder técnico do Brasil em campo, tomada para poupá-los, teve resultado interessante.

A família Scolari

Escrevi antes no post abaixo deste que Paulinho teria a última chance contra Camarões porque tirá-lo poderia  fazer o treinador perder o comando do elenco.

Depois do que aconteceu no jogo, sabendo que o Chile tem meio-campo com toque de bola muito bom e que sábado o confronto vai eliminar um dos sul-americanos do Mundial, se Scolari insistir com Paulinho os outros jogadores interpretarão a escolha como o desprezo total à meritocracia.

E Felipão perderá o comando do elenco.

O treinador, tenho convicção, sabe disso.

O líder já decidiu.