Muda Brasil?

Leia o post original por Mauro Beting

Paulinho 2014 não é o de 2013. Como o Mauro Beting deste ano é diferente daquele do ano passado. É normal. No caso do ótimo e regularíssimo todocampista, não é normal a queda de produção técnica de Paulinho. Começou no mau momento dele e do Tottenham. Passa pela fase atual. Não tem a ver com questão tática. Ele faz as mesmas muitas funções que executou com técnica, intensidade e força na Copa das Confederações. Ele marca, arma e chega na área rival com o mesmo salvo-conduto dado por Felipão. Mas ele não tem sido o duto que alimenta o ataque e tranca a defesa.

É técnico o problema. É para o nosso técnico resolver. Paulinho não tem comprometido. Mas não cumpre o prometido. Não é o cara que é. Diferentemente do que tem aportado Fernandinho quando entra. Nem precisa fazer os gols que tem feito. Basta seguir dando estabilidade ao meio-campo, dando o pé na contenção ao irrepreensível Luiz Gustavo. Volante que segue sendo o mesmo de 2013. Para não dizer que está mesmo melhor.

Felipão é tão afortunado que a atuação na segunda etapa de Fernandinho dispensa apresentação ou explicações no caso da mudança na equipe. É tão eloquente que não deixa margens para mimimis. Nem Paulinho é do tipo de muxoxos. É hora de mudar. Até nisso Fernandinho emula o ídolo dele Kleberson. Ele é o que foi o ex-atleticano em 2002. Segundo volante pela direita que entrou no segundo tempo do duríssimo jogo contra a Bélgica nas oitavas, deu passe para o segundo gol, e ficou na equipe até o passe para o segundo gol do penta, contra a Alemanha.

Até o terceiro jogo de Copa é essencial manter a equipe. A partir das oitavas a persistência trava duelo com a teimosia. Até onde vale manter o time, o espírito e a confiança em nomes e números. No caso de Paulinho, parece ser o momento. Para Hulk e Daniel Alves, há como discutir.

O atacante não jogou bem na esquerda contra a Croácia e também não rendeu pela direita, na dele. Não deu a guarida a Daniel Alves que está mal na marcação (também pela pouca proteção de Hulk e Paulinho) e não tem apoiado o ataque com a qualidade e intensidade usuais. Daniel também é mais frágil no jogo aéreo que Maicon. Como Hulk tem dado menos que Ramires (que ajuda mais atrás) e possivelmente menos que Willian na criação e ataque.

Mas, para o meu gosto, ainda é o caso de manter esses nomes. Ou persistir. Ou teimar. A escolha do termo é sua. A escolha de Scolari será nossa decisão.