CR7 ouve novo refrão dos brasileiros: “Neymar é melhor que você”

Leia o post original por blogdoboleiro

Os brasileiros que foram ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, estavam dispostos a mostrar ao mundo que aprenderam a cantar musiquinhas novas, só para fazer frente aos argentinos e chilenos. O difícil era achar para quem torcer. Afinal, Portugal e Gana não são Brasil. A galera então começou optando pela afinidade histórica: começou apoiando o time de Cristiano Ronaldo.

Depois do primeiro gol português, anotado contra pelo ganês Boye aos 31 minutos, a apoio ao ex-colonizador aumentou. Cristiano recebeu aplausos em dois lances onde quase marcou o primeiro gol nesta Copa do Mundo.

Mas aí o jogo ficou arrastado e foi para o segundo tempo. Gana, com Asamoah Gyan, empatou aos 12 minutos. Aí o estádio quase todo, exceto os portugueses, passou a gritar “Gana, Gana”. Afinal, se vencesse, o time africano poderia tirar os Estados Unidos das oitavas de final. Aí ficou claro o desejo: o negócio era secar os EUA que perdiam por 1 a 0 da Alemanha, em Recife.

Cristiano Ronaldo, finalmente, deixou sua marca aos 35 minutos. A “hola” que rodou o estádio voltou a vibrar pelos lusitanos. Mais dois gols e Portugal entraria nas oitavas de final no lugar dos EUA. O placar terminou mesmo 2 a 1, Cristiano Ronaldo foi eleito o homem do jogo, mas Portugal e Gana morreram abraçados.

CR7 descobriu então que existe uma canção nova dos brasileiros, adaptada do frevo cantado por Gal Costa. Ela vai ser usada contra Lionel Messi, mas como a ocasião pedia, sobrou para o melhor do mundo no Mané Garrincha: “Ô balancê, balancê / Escute o que eu vou te dizer/ Cristiano Ronaldo, vai se f…./ Neymar é melhor que você”.

Secar os Estados Unidos se tornou trabalho inútil. E ainda por cima desencadeou um velho e chato refrão sem rima que os brasileiros descobriram ser descartável. Depois do jogo, animado, um grupo de americanos decidiu gritar “Iuécêi! Iuécêi”.

Bastou. A galera tupiniquim pegou aquele vírus batido e esqueceu do Balancê, da Hola, dos gritos por Portugal e Gana. Mandou ver: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

Esperem pelos próximos capítulos. Sábado, em Belo Horizonte, o time do Brasil vai enfrentar o Chile, e os torcedores brasileiros vão enfrentar os chilenos. Antes da bola rolar, o primeiro duelo será o dos hinos “a capella”. Depois, teremos o confronto entre “Chi, Chi, Chi, Le, Le, Le, Viva Chile” e os indefectível “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Com um pouco de treino e sorte, os locais terão novas quadrinhas e cantos para apresentar.

No Rio de Janeiro, o músico Pedro Luis e o grupo Monobloco criaram e arranjaram canções para a galera soltar a voz nos estádios. Está na internet. Outros compositores e bandas cariocas estão inventando músicas adaptadas para os estádios.

Só não peçam para utilizarem canções de torcidas uniformizadas. Elas não gostam desta apropriação cantada por adversários. A única exceção fica para o grito “Guerreiros, Guerreiros, Guerreiros, Time de Guerreiros”, tirada do repertório do Fluminense.