Uruguaios querem que Celeste abandone Mundial

Leia o post original por blogdoboleiro

Abandonar o Mundial. Organizar manifestações por todo o país. Sair às ruas em panelaços. As primeiras reações nas mídias sociais dos uruguaios à punição imposta pela Fifa ao atacante Luis Suaréz mostram o sentimento de revolta com a perda do principal atacante da Celeste, suspenso por nove jogos e proibido até de treinar nos próximos quatro meses.

A mordida que Suárez deu no ombro do zagueiro italiano Chierini custou ao atacante a segunda maior punição já imposta a um atleta em Copa do Mundo. Ele não pode sequer treinar durante os quatro meses. Chegou-se a perguntar se a contratação de Luis pelo Barcelona poderia ser encerrada. O jornal Marca, da Espanha, ouviu dirigentes do clube catalão e informou que não haveria nenhum impecilho nas conversas com o Liverpool. O time inglês não quis se manifestar.

Antes mesmo da decisão do Comitê Disciplinar da Fifa, dois patrocinadores de Luis Suárez – Adidas e Poker 888 –  admitiram estar pensando em cancelar os contratos com o atacante. O rigor da punição a Suárez só perde para a suspensão de um ano imposta ao iraquiano Samir Shaker por ele ter cuspido no juiz Jesús Diaz, durante uma partida entre Iraque e Bélgica, na Copa do Mundo de 1986, no México.

O advogado Jorge Barrera, que trabalha para a Federação Uruguaia de Futebol, vai preparar o recurso à pena. A Fifa deu um prazo de 21 dias para que os uruguaios entrem com a apelação. Um pedido de efeito suspensivo, que permitiria a Suárez jogar enquanto o caso estiver em andamento, vai custar ao Uruguai a quantia de 100 mil francos suíços.

Se a campanha para que a seleção do Uruguai deixe a Copa do Mundo em protesto pela pena imposta a Suárez teria duras consequências: pelo regulamento da Fifa, a federação uruguaia teria que pagar uma multa até um milhão de dólares, além de ser impedida de disputar a próxima Copa do Mundo.

O governo uruguaio vai pensar o que fazer no caso.  No Twitter, a ministra do Turismo e Esporte do Urugaui, Liliám Kechichián, considerou a punição “desmedida” e afirmou: “Agora vamos ver como ajudamos ao ser humano e como este grupo tira o melhor de sua categoria e de seu amor pela Celeste”.

Ela anunciou que vai se encontrar com o presidente José Mujica ainda nesta quinta-feira, para falar sobre o assunto.