E Jara é humano! JC, não! A César o que é de Júlio. Brasil x Chile

Leia o post original por Mauro Beting

E Jara é humano. Que coisa, Jara… Que vitória linda do Brasil mesmo não jogando bem, e ainda criando mais que o adversário. Mesmo com a arbitragem ruim e a equipe ainda pior. Mas, nos pênaltis, o JC crucificado e exageradamente responsabilizado pela derrota em 2010 foi o nome que mais uma vez defendeu os pênaltis decisivos. Como foi em 2013, contra o Uruguai, no Mineirão.

Felipão começou com Fernandinho estabilizando a marcação pela direita, mas chegando pouco à frente. Como na vitória contra a Croácia, Oscar foi aberto pela direita, com Hulk aberto pelo outro lado. Neymar teve liberdade para criar e se criar próximo a Fred. Mas só o camisa 10 jogou parte do que sabe na primeira etapa. Oscar se limitou a travar o apoio do ala Mena, no 3-4-1-2 usual chileno. Hulk acompanhou bem o apoio de Isla. Vidal não chegou tanto por estar bem cercado por Luiz Gustavo. O Brasil teve as melhores oportunidades. Tanto em lançamentos longos quanto na bola parada que abriu o placar, aos 17. Neymar bateu escanteio, Thiago Silva ganhou de cabeça da baixa zaga chilena, e David Luiz ganhou um gol que, de fato, foi contra de Jara.

Como o gol de empate chileno, aos 31, nasceu de um passe curto e errado de Hulk interceptado por Vargas que seguiu para Alexis Sánchez empatar um tempo em que o Brasil criou sete chances contra três chilenas. Mas finalizou pouco. Ou era Neymar que exagerava na filigrana ou foi Fred que, mais uma vez, não esteve bem, e não teve ajuda de Oscar e Hulk.

O Brasil reclamou de um pênalti em Hulk, aos 12. Discutível. Mais ainda o lance em que o brasileiro dominou com o ombro e chutou de joelho para desemparar. O árbitro marcou braço do atacante, aos 8 minutos de um segundo tempo em que Felipão inverteu os lados de Oscar e Hulk. Mas quem exagerou na posse de bola foi Neymar. E ainda mais o Chile, que terminou os 90 minutos mais tempo com a bola.  As chances foram brasileiras. Mas tudo em lançamento longo. Ou chutão mesmo. Jô entrou no lugar do apagado Fred. Mas a bola seguiu não chegando por falta de articulação. Ou vindo torta contra o ótimo Chile, que poderia ter feito o dele não fosse Júlio César, que salvou um time que não marcou bem.

Na prorrogação, o Chile recuou, o Brasil esteve mais forte fisicamente, tocou mais a bola, e Hulk levou a equipe à frente. Mas parou no ótimo Bravo. Felipão enfim trocou Oscar por Willian nos últimos 15 minutos. Nem com o “eu acredito” do calado e nervoso torcedor em Minas o time engrenou. E quase morreu quando o ex-vascaíno Pinilla atingiu o travessão, aos 14.

Nos pênaltis, Jara é humano. Júlio foi César. Brasil classificado em um dos maiores sufocos da história.