Loiras misteriosas fecham churrasco da Espanha em Curitiba

Leia o post original por blogdoboleiro

Final de noite do domingo, dia 15. Por volta da meia noite, uma van preta, sem película protetora nas janelas, que tinham apenas cortinas abertas,  chegou ao CT do Caju, em Curitiba, levando sete mulheres, a maioria loiras, para dentro da concentração e dentro de treinamento da Espanha durante a disputa da Copa do Mundo. O mesmo veículo, com as mesmas passageiras, deixou o centro de treinamento do Atlético Paranaense por volta das cinco horas da manhã.

A aparição da van obrigou os seguranças que cuidavam da Espanha a criarem um quarto turno na madrugada. Eram cerca de 17 homens, contratados por duas empresas (Gocil e Cerberus) que prestaram serviço à Fifa e a Federação Espanhola de Futebol.

Domingo, 15 de junho, foi o dia do churrasco. Os dirigentes espanhóis contrataram os serviços de um restaurante curitibano, que enviou garçons e carnes. O almoço começou depois do treino da manhã. Por volta das 19h00 na Espanha,  a própria Federação divulgou fotos para mostrar que o grupo estava em fase de relaxamento, tentando esquecer um pouco a goleada sofrida diante da Holanda (1 a 5), na primeira rodada do grupo B.

Na segunda-feira, os jogadores Pedro e Mata se mostraram incomodados ao serem perguntados por jornalistas espanhóis qual o motivo de um churrasco depois da goleada e também por que o presidente da federação espanhola, Ángel Maria Villar estava junto na concentração.

Os dois atletas se entreolharam e Mata respondeu:  "Não se trata de contar o que um ou outro disse. O importante é a ideia e a confiança que existem neste grupo, sabemos que podemos ganhar, classificar, não estamos mortos. Temos vontade de mostrar que seguimos sendo o mesmo time, com a mesma mentalidade, e rendendo no campo como sempre fizemos nestes anos todos".

O constrangimento deixou alguns repórteres com a pulga atrás da orelha. Alguns funcionários que atenderam à delegação espanhola acabaram dando as pistas do que aconteceu mais tarde.

Alguns atletas ficaram mais tempo, bebendo e ouvindo música. Animados, convidaram três cozinheiras que trabalhavam no CT para que dançassem com eles. As moças aceitaram, mas mantiveram uma certa distância mesmo depois de ouvirem elogios mais insinuantes. Elas deixaram o CT por volta das 20h00. Depois disso, a van preta apareceu. "Vieram umas sete mulheres. Todas lindas", disse um segurança ao Blog do Boleiro.

No ano passado, durante a disputa da Copa das Confederações, os jogadores espanhóis foram acusados de promover festas com bebidas e prostitutas nos quartos dos hotéis onde ficaram em Recife e Fortaleza. Na capital pernambucana, alguns atletas reclamaram terem sido furtados. No começo deixaram entender que houve falha da segurança. A polícia e a gerência do hotel revelaram que as autoras dos furtos de dinheiro e jóias eram moças contratadas.

Desta vez, a Federação Espanhola de Futebol decidiu levar a Fúria para o CT do Caju, que pertence ao Atlético Paranaense, na periferia de Curitiba. O time praticamente não saiu de lá, exceto para jogar e perder para a Holanda e o Chile.

O goleiro Iker Casillas teve ainda a oportunidade de encontrar a esposa, a jornalista Sara Carbonero em mais ocasiões do que os companheiros tiveram com as respectivas mulheres e noivas. Sara trabalhava em um estúdio avançado da televisão espanhola instalado dentro do CT do Caju. "Em duas manhãs, o goleiro apareceu antes do treino e os dois ficaram numa sala fechada", relatou outro segurança.

Eles só tiveram duas folgas, depois das duas derrotas. Javi Martinez, Pedro, Piqué e Fàbrega visitaram um shopping center. Outos atletas almoçaram em uma churrascaria e em uma cantina italiana. No sábado, todos almoçaram em um rodízio de carne, num salão reservado. No domingo, dia 22, foi permitida a entrada de familiares.

A Espanha, campeã mundial de 2010, venceu a Austrália na última segunda-feira por 3 a 0 e se despediu da Copa do Mundo. A viagem de volta aconteceu de noite e a delegação ainda passou um susto daqueles: um raio atingiu o avião  em pleno pouso.