JC crucificado

Leia o post original por Mauro Beting

Ele era o goleiro em melhor fase em 2010. No Brasil e na Europa que acabara de conquistar pela Internazionale.

Ele havia sido o mais regular brasileiro nas Eliminatórias. Para não dizer milagreiro em muitos jogos.

Ele fazia uma boa Copa até se atrapalhar com Felipe Mello e sair o gol de empate da Holanda em uma bola vadia. Veio a virada logo depois. O Brasil de Dunga não conseguiu reagir.

Júlio César está há quatro anos reagindo. Com educação. Paciência. Resiliência. Dedicação. Vontade.

Categoria que ainda insistem em questionar. Mesmo com a ótima Copa das Confederações em que foi tão decisivo quanto agora.

Pode não ganhar o hexa. Mas que ao menos reconquiste o respeito que lhe é negado sabem lá os diabos do futebol.

Pode chorar. Desabafar. Respirar fundo. Ainda tem muita gente que não confia nele. Nem vai confiar mesmo se der a volta olímpica no Maracanã. Para não dizer a volta mundialista na carreira.

É do jogo.

Mas, no meu jogo, no meu time, JC joga. É titular. Pelas qualidades nem sempre reconhecidas. E pela vontade de agarrar as bolas como agarrou a mão estendida por Scolari.

Júlio acaba sendo não apenas um goleiro de confiança. Mas um exemplo para todos os companheiros. Tem como virar o jogo e revirar a história.

Tem como se defender como JC.