4º round – Brasil sofre “Knock down”. Venceu por 1 pênalti

Leia o post original por Mion

Ramirez, Willian, David Luis e Oscar jogam no Chelsea. Entrosamento pode ser útil a Felipão para arrumar meia-cancha brasileira.

Ramirez, Willian, David Luis e Oscar jogam no Chelsea. Entrosamento pode ser útil a Felipão para arrumar meia-cancha brasileira.

Conforme avança a luta pelo Hexa, fica mais difícil e dramática para o Brasil. Depois de sofrer com Croácia e México, seleção passou pelos chilenos por uma penalidade máxima. Se o jogo fosse julgado por juízes, como ocorre numa luta de boxe, após da bola rolando com certeza a vitória seria “roja”. Chilenos dominaram o jogo em sua maior parte e não venceram porque a trave ajudou. Vamos deixar claro: ganhou do Chile só por um pênalti.

Repetir as críticas é cansativo. Nos comentários anteriores (do round 1º ao 3º) neste blog não tem razão de ser. Falar da falta de meio-de-campo, da fragilidade de nossas laterais e da inoperância de Fred no comando são tão claras, só não vê quem não quer. Parece que a maioria resolveu ver porque a corda apertou, está bem justinha.
Agora Felipão tem até sexta-feira para reconstruir taticamente a seleção. Estranhamente me parece perdido, sem saber o que fazer. Errou nas substituições diante do Chile, insiste em manter três atacantes, impossível não perceber os problemas na meia-cancha, ainda mais em se tratando de Scolari. Não sei se não quer ou não pode mexer no time. Dentro de minha concepção tática de futebol, exponho três “vácuos” na seleção e justifico abaixo as razões que deveriam levar Scolari escalar o Brasil com Júlio César, Maicon, Thiago Silva, David Luis e Maxwell; Fernandinho, Ramirez, Willian e Oscar; Hulk e Neymar.

1º – FRAGILIDADE DAS LATERAIS – Todas as seleções que enfrentaram o Brasil tiveram facilidade tanto pelo lado direito quanto esquerdo da defesa brasileira. Daniel Alves e Marcelo são alas, marcam muito mal, além de deixarem verdadeiras crateras nas costas. Maicon e Maxwell são laterais de verdade, marcam forte, não dão espaços e quando apoiam mostram eficiência. Além disso, Dani e Marcelo até agora não mostraram nada de especial no apoio. Felipão não troca por questões desconhecidas. Talvez porque os dois estrelaram comerciais de patrcinadores da CBF ou então são líderes negativos podem estragar o ambiente caso fiquem no banco. Só vejo estas justificativas. Inclusive, Oscar e Hulk são prejudicados porque precisam voltar demais e depois não conseguem atuar na parte ofensiva e de armação. A permanência dos alas arrebenta todo esquema tático brasileiro.

MEIA-CANCHA INEXISTENTE – Como Oscar está mais preocupado em ajudar Daniel Alves, falta sua presença na armação e lá na frente. Os dois volantes também se desdobram na marcação porque a maioria das seleções mostra jogadores qualificados no setor. Brasil não tem um 8 de qualidade e muito menos 10. Com isso a bola é lançada ao ataque, sem passar pela região pensante. Não há troca de passes qualificados porque a seleção não tem gente com este perfil e talento. Com Fernandinho, Ramirez, Willian e Oscar a meia-cancha teria excelente saída de bola, Willian e Oscar poderiam armar as jogadas, já que tanto Maicon quanto Maxwell não precisariam de tanto auxílio. Também vou lembrar que Ramirez, Oscar e Willian atuam pelo Chelsea, entrosamento dos três poderia dar uma nova base e segurança ao setor.

ATAQUE ACÉFALO – Como seleção que possui 3 atacantes pode ser tão frágil ofensivamente? Hulk tem como prioridade cobrir Daniel. Faz um vai e volta alucinante. Não há físico e cabeça que aguente. Fred é um peso morto, fica na área esperando a bola na cara do gol para marcar. Mesmo saindo não tem talento suficiente para criar nada. Resta Neymar, só sua criatividade e talento é muito pouco para uma equipe. Resumindo: na verdade Brasil tem apenas um atacante. Caso optasse por dois atacantes Hulk poderia centralizar mais, com Neymar livre para se deslocar e confundir defensiva contrária.

Outro dia ouvi alguém falar que o Felipão “Felipou”. Discordo, se isto tivesse acontecido já teria dado um chute no balde. Entraria com dois laterais ( ou pelo menos um) e povoaria mais a meia-cancha. O tempo está acabando: não só a seleção, mas principalmente Felipão recebeu mais uma chance ou vida. É agora ou nunca. A seleção precisa jogar dentro de sua limitações técnicas e remar com vigor para tentar o Hexa pelo menos na estratégia tática, pois jogando futebol de verdade só na Copa de 2018… quem sabe!