Febre amarela

Leia o post original por Mauro Beting

A Colômbia é ótima. Tem atuado melhor que o Brasil – mas contra rivais inferiores. Tem também grande torcida a apoiá-la. Tem Rodríguez. James Rodríguez. 0010. Com licença para armar e matar.

Jamais foi tão longe em Copas. Pode ir além. Se o Brasil jogar o que não jogou, não passa pelo time amarelo.

Mas será que a Seleção repetirá partida tão frágil e nervosa como a do Mineirão?

Ainda assim o Brasil criou mais oportunidades contra o Chile. Pode discutir a arbitragem. Só não pode perder a educação e nem criar factoides além dos usuais de jogo.

Felipão precisa criar alternativas para problemas técnicos e táticos. Fred não está bem. Não é só por Hulk e Oscar mais estarem preocupados em desarmar que armar. Não é só por Neymar nem sempre decidir, e nem sempre passar a bola. Fred se mexe pouco. E não tem acertado a bola e nem o gol. Como Jô foi tão mal quanto.

Há um clima semi árido na intermediária brasileira. Luiz Gustavo marca muito e se aproxima dos zagueiros. Fernandinho foi melhor que Paulinho. Mas nem tanto. Oscar se exime de armar. Hulk faz exames, tarefas e um monte de coisa. Mas nem sempre as melhores. Neymar faz tudo. Ou quer fazer tudo. Não pode.

Fica aquele sertão tão aberto para outras boas equipes ocuparem na intermediária. Como a Colômbia. Ainda melhor que o Chile.

Tem a lateral direita que pode ser mais eficiente com Maicon. Tem a criação que pode ser melhor se Oscar rodar mais o meio-campo, buscando mais a bola atras, evitando tanta ligação direta. Nem sempre direita.

Tem muita coisa para mudar em nomes. Mesmo em números. Uma delas é dar ainda mais liberdade para Neymar rodar o ataque. Centralizado. Com Hulk de um lado e Willian de outro. Com Oscar mais recuado e buscando a bola por dentro para mudar o jeito de jogar. E quem sabe o jogo brasileiro.