Argentina 1 x 0 Suíça. Cry for Messi, Argentina

Leia o post original por Mauro Beting

Messi foi driblando por dentro como se fosse Ronaldinho Gaúcho contra os ingleses. Rolou a bola à direita para Di Maria bater de canhota como se fosse Rivaldo em 2002, nas quartas-de-final.

Foi o gol argentino aos 117 minutos de jogo em São Paulo. O gol da classificação justa também por ser sofrida. Depois de um primeiro tempo e melhores chances suíças – incluindo grande defesa de Romero. Segunda etapa da Argentina. E prorrogação arrastada até as emoções finais.

Gol de Di Maria. Cabeçada de Dzeimaili na trave e na perna dele raspando a trave. Falta perigosa no último chute suíço.

O lance incrível de Dzeimaili lembrou a bola na trave de Rensenbrink nos minutos finais do tempo normal da decisão de 1978, em Núñez, contra a Holanda.

Itaquera parecia a cancha do River com acústica de Bombonera. Mas sem vibração e bom jogo albiceleste. A Suíça voltou a ser helvética na marcação dura. Os argentinos não acharam espaços. No 4-3-3 usual, Di Maria não estava bem pela esquerda. Mas melhor que Lavezzi e Higuain. E com Messi perdendo bolas da direita para o centro.

Na segunda etapa, mudança de posições. Gago e Mascherano como dois volantes, o doble pivote. Messi como enganche, com Di Maria, Higuain e Lavezzi espetados. Melhorou nesse 4-2-1-3. Mas ainda é pouco pela fase técnica discutível dos atacantes. E mesmo de Messi. Novamente letal. Decisivo. Mas menos do que pode. Como ainda pode jogar mais a Argentina.