Quem joga no lugar de Luiz Gustavo? Quando volta a jogar Oscar?

Leia o post original por Mauro Beting

 

Oscar fica aberto pela direita, ou pela esquerda, como secretário do lateral na marcação do lateral rival. Em vez de recuar para buscar a bola dos zagueiros ou dos volantes, mais tenta desarmar que armar. Hulk não tem essa  capacidade criativa. E também secretaria o lateral no cerco ao rival que apoia.

Por conta disso, Neymar precisa vir atrás para buscar a bola. Então, precisa passar por 174 rivais, e não passar a pelota para os 10 companheiros. Também não funciona.

Pela má fase técnica dele – e também de Daniel-, Paulinho marca muito menos, e chega ainda menos à frente. Fernandinho estabiliza mais o setor. Mas não é tão eficiente quanto foi o Paulinho da Copa das Confederações. Em um Brasil que marcava mais e muito melhor à frente. E criava mais e com mais gente, também.

A solução tem sido a bola longa dos zagueiros. Pela qualidade de Thiago e David, vez e outra sai lance. Mas é pouco, quase nada, ainda mais contra Colômbia. Alemanha ou França. Argentina ou Holanda.

É preciso mais. E, no caso, pouco importa se volta Paulinho como segundo volante e Fernandinho faz a de Luiz Gustavo (a melhor opção).

Tanto faz se Felipão escala Dante na zaga e passa David Luiz para ser o primeiro volante, mantendo Fernandinho mais à frente, pela direita. Ou mesmo apela para Henrique na cabeça da área, pegando James Rodríguez, para não desmanchar a ótima dupla de zaga.

Hernanes pode ser o segundo volante ao lado de Fernandinho, aportando mais qualidade no passe, e menos marcação contra a Colômbia que joga e deixa jogar mais que o Chile.

Ramires já foi mais volante, e pode fazer aquilo que Paulinho não tem feito. Mas chegando menos e com qualidade inferior na área adversária, e com problemas maiores no passe.

Não faltam opções. Mas nenhuma tão eficiente e entrosada quanto Luiz Gustavo na cabeça da área. Solução para as questões defensivas. Mas ainda não para o maior problema hoje do Brasil: a criação de lances e ocupação do anecúmeno meio-campo da Seleção.

Escalar mais um zagueiro e liberar Daniel Alves (Maicon) e Marcelo como alas pode ajudar a criar melhor saída pelos lados e, por tabela, mais alternativas táticas ofensivas. Mas é aposta ainda não devidamente treinada e ensaiada pelo treinador. Risco demasiado em fase tão aguda.

Melhor seria manter o 4-2-3-1. Melhor ainda seria tecnicamente gente importante jogar melhor. Ou, taticamente, ganhar a alforria tática que Felipão e Parreira não estão querendo dar aos criativos da equipe.