Copa não tem zebra

Leia o post original por Mauro Beting

Os oito primeiros colocados dos grupos da primeira fase se classificaram para as quartas.

Apenas Holanda e França não foram para a prorrogação sem grandes apuros. A Holanda virou a eliminação nos últimos cinco minutos.

Outros cinco precisaram de prorrogação. A Argentina evitou os pênaltis no final. Alemanha e Bélgica sofreram menos.

Muito menos que Brasil e Costa Fica, classificados apenas nos pênaltis.

Desde 1966 não dava a “lógica” na primeira eliminatória. E, então, eram apenas quatro jogos.

Desde sempre a zebra de Copas se restringe quase exclusivamente à fase de grupos.

Em jogo eliminatório, desde 1930, poucas são as zebras. Raras. Ainda mais em apenas um só jogo, que pode favorecer o inesperado.

Descontando o Maracanazo de 1950, quando o pais campeão de 1930 (e bi olímpico) venceu o virgem favorito Brasil, no Rio, poucas são as de fato surpresas.

Forçando, tem como dizer que foi zebrinha Pais de Gales vencer a Hungria em 1958, no jogo-desempate. O derrotado era vice mundial. Mas só tinha de monta do timaço de 1954 o médio Boszik. Gales acabou sendo o mais duro rival do Brasil na fase seguinte.

Em 1962, o Chile era dono da casa. Mas não favorito contra a irregular URSS. Ganhou e acabou em terceiro na Copa que sediou.

Em 1994, Romênia 3 x 2 Argentina (sem Maradona) e Bulgária 2 x 1 Alemanha são placares surpreendentes.

Como foi, em 1998, o tamanho dos 3 a 0 da Croácia sobre a Alemanha. Time que quase eliminou a futura campeã França e acabou em terceiro lugar.

Em 2002, uma das donas da festa foi senhora também das arbitragens. Ganhou no Golden Goal da Itália e nos pênaltis da Espanha. Ambas partidas com enorme ajuda do apito.

Fora esses poucos e discutíveis jogos, nenhuma surpresa. Tudo na lógica de não fazer ninguém rico em bolão.

Agora, fora Costa Rica passar pela Holanda, nada surpreende. A Colômbia pode vencer este Brasil. Esta França pode superar a Alemanha. A Bélgica pode eliminar a turma de Messi.

Está tudo em aberto.

Melhor. Estão quase todos os jogos muito abertos.