Chore por mim, Brasil! A defesa é o melhor ataque. Brasil 2 x 1 Colômbia

Leia o post original por Mauro Beting

A defesa é o melhor ataque.

David Luiz fez o segundo gol coroando a atuação espetacular. Das maiores de um zagueiro brasileiro em Copas. Já o capitão brasileiro Thiago Silva mostrou que homem pode chorar. E fazer sorrir junto um país que venceu um ótimo rival. Seleção desta vez competitiva, e com um Castelão para cantar junto o Hino e empurrar o Brasil para a semifinal contra a Alemanha. Na segunda partida da história mundialista entre os colossos. A primeira vencida em 2002 com Felipão também no comando.

O Brasil também voltou ao bom futebol de 2013 na primeira etapa: Fernandinho fez muito bem a de Luiz Gustavo. Paulinho voltou a ser o de sempre. Deu um pé no meio travando o 4-2-3-1 colombiano, e ainda partiu para ser o quarto homem de armação de uma linha criativa que funcionou bem. Sobretudo pela movimentação. Oscar assumiu pouco mais a criação, recuando para buscar o jogo. Neymar procurou mais Fred (que ainda não se achou). Hulk também se mexeu mais e finalizou bastante. Não apenas atrelado à esquerda. Abriu o corredor para o apoio de Marcelo, que pôde sair um pouco mais pela presença de Maicon para estabilizar o lado direito.

Tarefa facilitada por outra grande atuação de Thiago Silva e David Luiz. O capitão não fez sorrir apenas no gol, a seis minutos, quando escorou de joelho esquerdo o escanteio batido por Neymar. Ele e David deleteram Gutiérrez. Cuadrado buscou jogo e não achou. Ibarbo não foi nem o homem pela esquerda e nem o segundo atacante. Guarín não deu dinâmica ao meio e nem armou.

O infeliz Ibarbo foi sacado para o time atuar no 4-4-2.  A Colômbia cresceu. Mas o Brasil tinha David Luiz. Ele soube ser o líder dos bicos necessários, e da cobrança de falta precisa, aos 23 minutos. O time rival cresceu, a Seleção recuou demais, e Júlio César cometeu o pênalti que Rodríguez converteu, aos 34. Com Fred se arrastando e Hulk sacrificado, Neymar saindo lesionado por uma joelhada aos 43, time e torcedor sofreram. Ao estilo clássico de Felipão. Com o mesmo final feliz para o Brasil que acabou fazendo bonito como o gigante David. Ele abraçou o craque James que chorava. Vestiu a camisa que trocou com o 10 colombiano. Fez das melhores cenas do fair-play de uma Copa sensacional. Com uma semifinal histórica.