Jogarão por você, Neymar

Leia o post original por Mauro Beting

Nunca na história das Copas um protagonista de um Mundial perdeu jogos decisivos do modo como Neymar foi alijado das últimas partidas.

Em 1954, Puskas tinha uma bola no tornozelo causada por entrada animalesca de um alemão na primeira fase. Ainda assim ele jogou muito na final contra a própria Alemanha. Mas perdeu por 3 a 2.

Em 1962, o Brasil perdeu Pelé no segundo jogo. Amarildo entrou na terceira partida e foi muito bem. Mas era uma seleção que tinha outros 13 campeões de 1958. E com craques como Garrincha e Didi para decidir.

Em 1994, Baresi passou por astroscopia no início do Mundial e ainda se recuperou a tempo de fazer grande partida na final. Como Baggio também se superou ao atuar com uma coxeira.

Mas eles jogaram. Ainda que perdendo pênaltis, foram bem. Como Ronaldo foi um Fenômeno em 2002, superando tudo e a todos.

Agora, não há treinador mais capacitado como Felipão para fazer o grupo jogar pelo único craque desequilibrante da equipe. Técnico que sabe motivar os atletas para jogar por Neymar.

O difícil é jogar como ele.

Sem ele.

Ainda que na melhor atuação de toda a Seleção na Copa, Neymar fez sua mais pálida atuação.

Dá para fazer um 4-3-1-2 com Luiz Gustavo de volta, Paulinho e Fernandinho como volantes-laterais, Oscar centralizado, e Hulk e Fred na frente.

Dá para pensar em manter o 4-2-3-1 com uma linha de armação com Hulk, Oscar e  WIllian, e Fred com a enésima oportunidade para fazer algo.

É possível.

Mas era um sofrimento que o torcedor brasileiro não merecia.