Diário da Copa – O preço da omissão

Leia o post original por Mauricio Noriega

A omisão de um árbitro covarde tirou Neymar da Copa do Mundo.
O espanhol Carlos Velasco foi tão ridículo quanto a seleção de seu país.
Pode-se discutir se houve maldade ou intenção de Zuñiga na joelhada de MMA em Neymar. 
O que está fora de discussão é a arbitragem patética do espanhol e seus auxiliares.
Assim como outro árbitro superestimado e superprotegido pela Fifa, o inglês Howard Webb, Velasco goza de enorme prestígio nos bastidores. Mas em campo deixa a carnificina acontecer.
Não se trata de pachequismo. Afinal, Fernandinho também bateu à vontade e poderia ter sido expulso por um árbitro que fosse um pouquinho melhor.
Sempre mal posicionado, tentando vender uma tranquiidade que não tinha, Velasco permitiu a pancadaria e a intimidação.
Zuñiga já havia dado no joelho de Hulk e sua senhoria fez que não era com ele.
Hulk, que nem sequer foi tocado por James Rodriguez na falta da qual sai o segundo gol brasileiro. Mas aí não condeno o soprador de apito, porque da posição em que ele estava a falta parecia clara. Juiz não tem repetição em câmera lenta.
A joelhada em Neymar, acredito, tenha sido mais um lance de força desproporcional para a jogada do que maldade. Era para cartão amarelo. Como era a que ele deu em Hulk. Somados, os cartões teriam excluído do jogo o lateral colombiano.
Sempre é mais fácil posar de moralista em situações como a mordida de Súarez ou um quebra-quebra na porta do vestiário.
Mas a Fifa dá um tiro no próprio pé quando orienta seus árbitros antes da Copa. Todo juiz sabe que para a dona da festa a expulsão de um jogador, especialmente de uma estrela, precisa ser precedida de algo expliciamente violento. Em especial nos mata-matas. É preciso manter os chamarizes em campo.
Mas essa postura permite que o pau coma solto, com a conivência de péssimos juízes como o tal Velasco ou o figurinha carimbada Webb. Ambos sustentados pelo poder que espanhóis e ingleses mantêm nos bastidores da arbitragem mundial.
Neymar foi vítima dessa postura covarde e mercantilista.
Mas ele tem bola e vontade para voltar em breve e seguir sua carreira, com potencial para brilhar em 2018 e ser campeão ainda em 2014. 
Velasco e Webb merecem o ostracismo dos omissos e covardes.