E o trio de ouro está nas semifinais…

Leia o post original por Antero Greco

Pessoal, Copa é muito legal, dentro de campo, pois permite que zebras passeiem e deem colorido à disputa. Chamam a atenção, derrubam bolões, servem para oportunistas gozarem dos palpitesd da imprensa esportiva. Mas essas surpresas resistem até certa altura. Quando o afunilamento chega, em geral sobram as que têm história.

O Mundial de 2014 realça mais uma vez a supremacia da camisa, da história, da tradição. Alemanha e Brasil se garantiram ontem, a Argentina acaba de despachar a Bélgica e completa o trio de ouro nas semifinais. Logo mais, a Holanda enfrenta a Costa Rica. E, se prevalecer a lógica, também carimba passaporte e permanece na busca de título inédito.

Muitas vezes falei e escrevi que há quatro escolas, no futebol, que sempre merecem respeito: Brasil, Argentina, Alemanha e Itália. E não é por acaso, muito menos chutômetro. São os fatos que comprovam, a trajetória delas no campeonato. A Azzurra ficou a dever nas últimas duas Copas, com eliminações ainda na primeira fase. Mas é quatro vezes campeã.

Com exceção de 2010 (final entre Espanha e Holanda), em todas as demais uma representante do quarteto esteve presente na decisão. Quando não ambas, como ocorreu em diversos momentos. Só pra refrescar a memória Brasil x Itália em 70 e em 94, Argentina x Alemanha em 86 e em 90, Brasil x Alemanha em 2002, Itália x Alemanha em 1982.

O trio da pesada que se mantém na rota pela taça não mostrou futebol extraordinário. Ao contrário, enfrentou dificuldade em alguns momentos. O Brasil lidera, com sufoco que levou nos empates com México e Chile, fora a vitória apertada diante da Colômbia. Argentinos e alemães passaram por prorrogação e não tiveram moleza.

Mesmo assim, as três seleções superaram adversidades na força do conjunto e na qualidade de alguns jogadores decisivos. Essas características vão prevalecer, novamente, no momento de apontar quem terá lugar reservado para a decisão do dia 13 no Maracanã. Qualquer aposta é arriscada, mas vejo a parada brasileira complicadíssima, mais do que terá a Argentina, pegue Holanda ou Costa Rica.