Meu time para vencer a Alemanha

Leia o post original por Mauro Beting

Todos os semifinalistas mudaram a forma de atuar durante a Copa.

A Argentina começou no 4-3-3 que virou 4-2-3-1 com a lesão e inoperância de Aguero.

A Holanda iniciou o Mundial voando no 3-4-1-2, passou ao 3-4-3, e deve repetir o esquema inicial contra os argentinos.

A Alemanha era um 4-3-3 que tem variado para um 4-2-3-1.

O Brasil foi imutável no 4-2-3-1. Ainda que mudando os nomes – sempre mais importantes que os números.

Agora, sem Neymar, tempo de mudar o time que está vencendo.

Sem mexer na estrutura, a entrada de Willian é a mais natural. Ele abre pela esquerda, Hulk pela direita, Oscar enfim é centralizado para armar, e Fred tenta jogar o que não tem jogado.

Sem grandes treinos, é o time natural. Também por Bernard estar longe da forma de 2013. O mesmo valendo para Jô.

Se quiser mudar, e tem como, Felipão pode apostar no 4-3-1-2. Volta Luiz Gustavo para marcar à frente dos quatro da zaga. Ele será o encarregado de marcar Kroos (se ele atuar como meia central do eventual 4-2-3-1 alemão). Se Kroos atuar pela esquerda no 4-3-3, a responsa será de Paulinho, que foi melhor contra a Colômbia. Do outro lado, grande duelo tático e físico entre o volante que mais chega à área rival (Khedira) contra Fernandinho.

Solto para articular por dentro, Oscar seria a ponta do losango mais próximo do ataque. Dupla que teria Hulk e, por ora, Fred, mais centralizado.

Mas também pode ser Oscar e Willian pelos lados com Hulk como referência. O 4-3-2-1 que Felipão já usou outras vezes. Mas que sem Neymar pode não render tanto.

Também é possível atuar no 4-3-2-1 com Hulk e Oscar vindo de trás, pelos cantos, com Fred no comando de ataque. Com os homens de frente criando às costas de Khedira e Kroos, Schweinsteiger pode ter mais problemas como volante central. Função que talvez desempenharia melhor se Oscar atuasse apenas centralizado, sem chamar o jogo, sem se movimentar tanto.

Falei, falei, e não escalei meu time.

Faço agora;

Júlio César, Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo;
Luiz Gustavo na cabeça da área; Paulinho duelando com Kroos pela direita; Fernandinho com Khedira pela esquerda;
Com intensa movimentação, Hulk e Oscar (que terá de armar por Neymar, atue mais aberto ou por dentro) faria companhia a Fred – ainda a opção mais confiável de gols para o Brasil.

É meu time.

Pode ser o de Felipão.

Pode ser o finalista.

Não por ser o melhor time. Mas por ser a equipe possível.