Diário da Copa – O clube dos 4

Leia o post original por Mauricio Noriega

Sessenta jogos entraram para a história das Copas.

Restam os quatro mais importantes, que definirão o rumo da taça.

Nesse estágio falar em favoritismo é encher linguiça.

Em campo estarão seleções com história, camisa e peso suficientes para ganhar umas das outras em qualquer local e circunstância.

Bola por bola, time por time, a Alemanha mostrou mais consistência e elenco que os demais.

A Argentina é a única seleção das semifinais que venceu todas as partidas disputadas na Copa. O que não é pouco.

O Brasil é o Brasil. O que também não é pouco. Esteve na recepção da eliminação, sobreviveu e mete medo em qualquer adversário, com ou sem o melhor jogador em campo, em qualquer época.

A Holanda é o intruso sem título nas semifinais. Longe de ser qualquer intruso. Tem três vice-campeonatos no currículo e uma fábrica de talentos que parece improvável dada a sua pequena população.

A Alemanha tem mais grandes jogadores reunidos que os outros adversários. Controla melhor o jogo. Mas é pouco incisiva em muitos momentos da partida. Domina mas demora a finalizar. Thomas Mueller e Schweinsteiger são craques de bola e podem decidir o jogo. Assim como o espetacular e frio Neuer no gol. Há ainda Khedira, Ozil, Hummels, Kroos, Lahm. Todos muito acima da média.

O Brasil perdeu Neymar, mas apresentou o melhor futebol no primeiro tempo contra a Colômbia. Embora futebolisticamente esteja abaixo da Alemanha nesta Copa, é uma equipe perfeitamente capaz de vencer este e qualquer adversário num jogo eliminatório. David Luiz joga uma Copa espetacular e se o meio-campo repetir a atuação da primeira etapa contra a Colômbia equilibrará a posse de bola com os alemães, mudando a cara do jogo.

A Argentina, sem brilho, chegou à semifinais com 100% de aproveitamento. Tem Messi e isso basta para poder vence qualquer partida. Se tiver Di Maria, o que parece pouco provável, será ainda mais forte. Individualmente é o time com mais deficiências técnicas entre os quatro finalistas. Principalmente na defesa. Mas passou por tudo isso em termos de resultado. E só ela tem Messi.

A Holanda luta por uma alegria que esteve perto de viver por muitas vezes, com times mais fortes. Para isso conta com três expoentes: Sjneider, Robben e Van Persie. Sjneider vem crescendo a cada jogo, Robben é candidato a craque da Copa e Van Persie, embora irregular, pode resolver uma partida com um toque. O problema holandês é a lentidão de suas linhas defensivas.

Tem emoção de sobra ainda.