Perdemos um craque, ganhamos um time

Leia o post original por celsocardoso

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foi um choque a notícia de que o melhor do time estava fora da Copa, vítima de uma entrada imprudente de um defensor colombiano. O baque foi grande, não só pela importância dele – protagonista da seleção – mas também por representar o fim do sonho de um garoto talentoso às vésperas de uma final de mundial.

Um clima de velório por conta desta lamentável abreviação contaminou os telejornais, as mesas de debate, a Granja Comary, as redes sociais…  Já passou da hora, entretanto, de colocar um fim ao luto. E há boas razões pra isso.  Como já havia escrito no post anterior, curiosamente, a seleção apresentou seu melhor futebol ironicamente quando seu principal jogador realizou a pior partida dele no torneio.  A dependência do craque, naquele momento, não foi constatada. O time comandado por Felipão contra a Colômbia ganhou conjunto, foi uma equipe acima de tudo. Claro que teria sido ainda melhor, se o craque estivesse nos melhores dias.

Agora, mais do que nunca, com Neymar na mente, os pupilos de Scolari vão à luta contra a Alemanha. Dedicar à taça ao atacante privado de estar na briga é algo simbólico, singelo e motivador. Se não há o camisa dez em campo pra resolver, cada um vai ter que assumir a responsabilidade. Se doar ainda mais pra superar um rival do mais alto nível.  Há algo de muito positivo neste novo clima que se instala. Perdermos um craque, mas ganhamos um time.

Com Neymar, sem Neymar, por Neymar… E Por nós!