Chegou a hora da verdade

Leia o post original por Pedro Ernesto

Para o Brasil, terminou uma Copa América dentro da Copa do Mundo e agora é contra a poderosa Alemanha. A ausência de Neymar é o grande fato deste jogo e não deixa de ser o grande assunto. Mas não quer dizer que a Alemanha é favorita. Não existe favoritismo num jogo deste tamanho.

Pode dar qualquer coisa. A grande vantagem brasileira pode ser o fator local. Um grande jogo. Duas seleções que chegam a esta semifinal sem terem sido brilhantes. Os alemães conseguiram uma goleada no primeiro jogo, contra Portugal. Mas, depois se arrastaram, assim como o Brasil, que ganhou seus jogos com extrema dificuldade. Jogo igual.

Frieza
O pragmatismo e a frieza são as grandes armas da seleção alemã. Se costuma dizer que, para seu treinador e jogadores, 1 a 0 é goleada. Sempre foi assim o futebol alemão. Esta geração difere, para melhor, por ter mais capacidade técnica. Mas não perdem o pragmatismo. O time parece esgotado fisicamente e não consegue o rendimento que todos imaginavam. Tomara que continuem assim.

Escalações
Os dois treinadores fazem muito mistério com relação a escalação dos seus times. Não se poderia esperar algo diferente. Nesta hora, todo detalhe pode representar uma vantagem decisiva. Parece que Felipão se inclina para jogar com três volantes.

Na Alemanha pode aparecer Muller ou Klose no ataque. Vamos conhecer os times somente uma hora antes do jogo.

Arbitragem
A CBF teria feito uma forte pressão sobre o comitê de arbitragem da FIFA para que não fosse escalado um árbitro europeu em função da atuação de um espanhol no jogo contra a Colômbia. A entidade teria cedido a esta pressão e escalou um mexicano. Pensei muito, tentando enxergar uma vantagem que poderia representar a vitória brasileira nesta escalação, mas confesso que não encontrei nada. Para mim, é tudo a mesma coisa. Só espero que tenhamos uma boa arbitragem.

Demais

AFP

AFP

Davi Luiz recebeu do treinador Felipão a função de capitão do time pela ausência de Thiago Silva. Ele já era o capitão informal. Enquanto Thiago Silva caía em prantos, Davi Luiz acalmava seus companheiros, cobrava pênalti com segurança. Marcou dois gols, foi notável como zagueiro e verdadeiro líder.

Este jogador me surpreendeu por seu alto espírito competitivo. Verdadeiro líder e capitão do time.

De menos
A Fifa terá de diminuir sua prepotência. Seus dirigentes levaram bola para que a Copa de 2022 fosse parar no Catar, um país com temperaturas de 50ºC na época da Copa. Ontem, um dos seus mais próximos colaboradores, responsável pelos ingressos, estava preso numa delegacia do Rio de Janeiro explicando sua ligação com a quadrilha de cambistas que recentemente foi presa. Como tem falcatrua nesta Fifa!