Alguém explica?

Leia o post original por Mauro Beting

Era um só Fernandinho em sua pior partida para se perder não marcando Kroos e não chegando em Khedira.

Era Luiz Gustavo não protegendo os zagueiros em atuação muito abaixo da crítica e enfiado esperando os três meio-campistas alemães que marcam como volantes e armam como meias e finalizam como atacantes.

Era Bernard menor que ao menos sete dos mascotes e mais assustado que a torcida brasileira no Mineirão.

Era Hulk apenas esforçado.

Era Oscar que só jogou os cinco minutos finais.

Era Fred queimando minha língua à cada chute minguante e atuação brochante.

Já era a Copa de Neymar e foi uma ausência tão sensível quanto o buraco na intermediária que Felipão não soube tapar.

O Brasil, mais uma vez, não teve a humildade suficiente de saber que tinha menos time que a Alemanha que tem uma filosofia há mais de oito anos. Ainda menos equipe sem Neymar e Thiago Silva.

Era o caso de espelhar taticamente a equipe. Bater Fernandinho com Khedira e Paulinho com Kroos. Com Luiz Gustavo pronto para tapar Kroos se ele se aproximasse.

Jogo para criar com Oscar centralizando e buscando os lados. Hulk se virando e dando um pé a Fred.

Partida para fazer qualquer coisa.

Menos o que não fizemos. O que deixamos a Alemanha fazer.

O Brasil foi muito mal. A Alemanha muito bem.

E nem assim se explica um 7 a 1.

E no Brasil.