Acuada, cúpula da CBF cuida de política após vexame histórico

Leia o post original por Perrone

Antes da Copa do Mundo, José Maria Marin disse que estava no purgatório. Ir para o céu ou inferno dependeria do resultado da seleção brasileira no Mundial em casa. Um dia após a humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal, o dirigente começou a entender melhor o que sua própria fase significa.

O primeiro a apresentar o inferno ao presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) foi o deputado federal Romário (PSB-RJ), que nas redes sociais atacou Marin e seu escudeiro, Marco Polo Del Nero. O Baixinho lembrou que seu pedido de CPI sobre a confederação está engavetado em Brasília e ainda voltou a fustigar Dilma Rousseff a interferir no esporte.

Cientes de que só estão na porta de entrada do inferno, Marin e Del Nero já decidiram fazer uma reunião com o chefe da delegação da seleção brasileira, Vilson Ribeiro de Andrade, assim que acabar a competição. Mas o encontro não será para definir o novo treinador do time nacional (Luiz Felipe Scolari não deve permanecer no cargo). O trio quer discutir justamente os próximos passos políticos.

Andrade é um dos líderes dos cartolas pela aprovação do projeto de lei que estabelece uma nova forma de parcelamento das dívidas fiscais dos clubes. O tema também foi abordado por Romário nesta quarta, pois ele ainda quer colocar de volta no texto trechos como a criação de um tributo de 5% das receitas da CBF com atividades relacionadas à representação do futebol brasileiro.

Nem no momento de maior vexame da história da seleção, o tema foi esquecido por Marin e Del Nero, que vai presidir a confederação a partir de abril de 2015.

Apesar de já traçar planos políticos, a dupla que comanda o futebol brasileiro ainda não deu sinais sobre quem vai dirigir a seleção depois da Copa. Por enquanto, só há o esboço de um projeto genérico, para que o time nacional tenha uma preparação longa e com um treinador capaz de ficar no cargo ao menos quatro anos. Uma clara inspiração na seleção Alemanha, que levou 12 anos para construir a geração que demoliu o time de Felipão.